Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

comportamento

demorou no faz tempo deste impulso pávido e sereno. quero agora no já deste momento o beijo da liberdade, ergo monumento com estas cinco letras mas sereno neste beijo que eternizo. beijo e pronto no que se foda ou puta que pariu para isto, demorou mas já chega que eu beijo e pronto. rechonchudo, molhado, quente, excitado, demorado e irrequieto beijo, sim na moral da intuição repentina no tesão da alma. comportamento deste instinto sobrenatural mas que seja animal na beleza do momento.

tenho frio e...

quero as tuas costas nuas, despidas na entrega completa à brisa dos meus beijos no percorrer lento das minhas mãos sob as tuas ancas. toques ao de leve no abocanhar rápido da nádega mais irrequieta, língua esfomeada que semeia saliva em pele arrepiada seguindo os contornos mais salientes no descanso agora na tua nuca. sexo que se esconde nas tuas pernas abertas em beijo demorado na orelha quando a língua cisma em entrar mas acaba por perseguir todos esses limites…

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

away

quero entrar em ti como o sol faz com a madrugada que acende o céu e incendeia de vermelho esse mundo. quero o esbracejar nessa respiração molhada quando os meus lábios percorrem a tua anca. quero ser mar e sentir-te dentro de mim a nadar, molhada pelos lábios na língua que te percorre em braçadas fortes e ritmadas. quero as mãos que deslizam no suor que já desliza em gotas de maresia, com ardor nesse corpo com tanto sabor.

Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

frase #34

mas que desejo doido quando entro inteiro na tua carne e te rasgo toda no acalmar dessa angústia boa de não seres minha.

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

ohhh

ohhh e onde está esse eu e tu nesse juntar de boca que resvala para a outra desse beijo húmido, intenso e forte. ohhh e onde ficou esse eu e tu nesse par que de perna em perna nas mãos que se misturam sem parar e rodopiam no gozo de manjar de peles ardentes ávidas de se misturar. ohhh mas onde parou aquele eu e tu de pernas escancaradas entre pernas juntas desse entrar e sair repetido. sim no ohhh repetido do eu e tu nesse estar e entrar e sair e ficar, enfim gozar sem parar nem fim mas apenas à deriva sem hora nem lugar para chegar. ohhh e mais ohhh desse eu e tu de vir constante em modo ímpar no ficar apenas cansados de orgasmos múltiplos de tantos e únicos.

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

m-a-m-i-l-o

essa mama toda na palma da minha mão, encaixada e faminta que sente esse enrijecer de mamilo sedento, teso e com vontade de mais apertar. pede a minha língua, os meus lábios em leve mordiscar. agora que o mordo, apalpo e brinco em leves cornucópias, nesse símbolo de abundância repleto de alvo, círculo rosado na vontade de centro beijado.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

gritos

nem sempre escrevo, penso ou falo neste viver por vezes amordaçado. grito quando posso no fechar dos vidros rápido até ficar rouco, grito que me farto no sorriso que vem após o vomitar de sons agudos, graves que sejam estou-me nas tintas já que grito apenas.

Domingo, Janeiro 22, 2006

foi...

sou moreno sim e ando perdido em busca nem sei de quê neste percorrer de labirintos mas não tenho dívidas com o passado é a este presente que me dedico. ando nos setenta e oito quilos mas são apenas pormenores sem assunto neste prazer sem retorno já que é a este momento que me delício neste preciso momento. um metro e setenta e sete sem a tristeza que nem me é estranha mas sorrio no enfrentar sem ter medo desta lição que é agora.

Sábado, Janeiro 21, 2006

apenas caio

agora caio mas escrevo com o medo de me repetir, escrevo com a vontade de variar mas que se foda que contigo de barriga para baixo entre lençóis amontoados percorro as tuas costas com os meus lábios. omoplatas que lambo em cada curva que pouso, encaixe perfeito quando na tua nuca descaio, mordo e beijo em leves deslizes de boca esfomeada na orelha despida. irrequieto no percorrer longo e demorado na descida de costas despidas, nádegas que mordisco na descida abrupta do deslumbre da tua cona. caio apenas agora, caio...

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

mais uma coisinha... apenas

beijo. foste o beijo, sim o beijo no melhor ou talvez no pior na glória e tormento. contigo à luz subi do firmamento, contigo fui pela infernal descida e morreste no meu desejo. queimas-me o sangue neste encher de pensamento e do teu gosto amargo me alimento. beijo.

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

apenas voltas de alguêm por ai...

é num intenso rodopiar sobre o meu próprio eixo que reinicio o lento movimento de translação numa rota perdida, sem fim, nem começo apenas num momento em que tudo se torna abstracto. a razão do ser toma o lugar daquilo que não se é ou imagina ser. apenas sonho, apenas brilho, será realidade ou ilusão? apenas momentos em que o vazio toma conta do ser, noite que cai devagar, esperança que parte sem dono e muito menos sem rumo. talvez a única luz, aquela bem lá no fundo do poço seja a explicação daquilo que se busca e a salvação para aquilo que se espera. a vida essa não passa de uma espera que encaminha para outra espera na esperança da eternidade. apenas mais um passo, apenas mais um riso ou apenas mais uma lágrima, tudo é feito de apenas. eu caminho nessa noite fria, nessa noite vazia e na fúria do mar, na tempestade do luar, nas entrelinhas das estrelinhas do mar apenas remando contra maré. depois nesses instantes finais, nesses momentos reais na surrealeza do esplendor e na ânsia da espera da última volta em torno do meu próprio eixo, nessa rota perdida sem fim nem começo, por um momento finalizo a volta final, na esperança de achar a única luz, aquela bem lá no fundo do poço e aos poucos as lembranças se apagam, os versos viram nada, tudo se torna pequeno demais. aquilo que era fim se torna um recomeço de mais uma volta, talvez curta, talvez média, talvez longa ou talvez quem sabe eterna.

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

vem, isso vem

vem, isso vem saciar a tua sede nos meus lábios e refrescar-te no meu suor, vem, isso vem saciar a tua fome no meu prazer e acariciar-me, vem, isso sem medos, sem tabus e vem cobrir o meu corpo nu. vem, isso vem voar na fantasia, atirar-me contra as nuvens e levar-me na boleia da loucura, vem, isso vem decifrar os meus humms, lambuzar o meu corpo e implorar quero mais...

somos

somos homens demais para ter acesso a fontes lógicas e somos lógicos demais para reagir como bichos. somos bichos demais para ladrar tipo gente e somos gente demais para pousar neste mundo. somos mundo demais para raciocinar como poucos e somos pouco demais para sonhar como deuses. somos deuses demais para assumir nossos erros e somos erros demais para pensar como loucos.

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

tira tudo

tira o roupão e deixa-me ver o teu corpo, deixa-me ver a tua virilha e deixa que alguêm te passe pelos músculos da razão. deixa que explorem o teu corpo vivo, deixa que te façam tudo e que dele brote a canção, hino, ópera ou até mesmo o tango. deixa que te toquem, que te vejam, deixa que te gozem e que desse monólogo presente surjam juízos. deixa que te olhem, mostra tudo, sem tretas. deixa que tudo seja descoberto. deixa que te chamem, deixa que te abandonem... ouve sempre e não acates por ti só, nunca! vinga sempre. olha para tudo no ver tudo e põe a roupa sob o corpo vivo e limpo. sente a emoção das cicatrizes salientes. cura-a! raciocina sobre os músculos e os instintos. beija e canta uma canção tua. mostra a parte doida. responde tudo no abandonar da carapaça. veste o que te dão e rasga o que te incomoda. fura o que te esconde. escandaliza a tua vergonha e pisa a moral. desmoraliza a verdade e chora da alegria sem importar pela reacção. pisa a tristeza e faz dela o catalizador para o conhecimento. ama. beija e morde mas tira o roupão e deixa-me ver o teu corpo, nú.

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

desejos

desejo de querer e simplesmente não ter nesse desejo de querer, enfim simplesmente não sentir. palavras ditas e não escritas de solidão e encontro atirados ao vento. palavras ouvidas e não distintas de inspiração sem porto solto ao mar, desejo inerente à própria pele, gritante e estonteante perante a própria certeza de não solidão. caminhar desperto entre meios de tantos outros turbilhões mantendo a sanidade geral dos loucos. luz que alumia a vida dos que se amam, sensualizando toda forma e cor que há no toque, desfocando o cume, desfalecendo o gozo. vem meu desejo não secreto e secreto resvalar sem mistérios os encantos e sobrecantos do meu corpo estático. vem me fazer nu, talvez tu...

Domingo, Janeiro 15, 2006

em português... caralho!!!

let your hands get tangled in my hair as i press you against me tight. let me hear you breathe deeper as i run my tongue along, so light. let me explore every inch of your body, beneath mine. let me continue, play a little more and i promise we’ve got the time. let me slide your clothes off and toss them to the floor. let me do whatever i please until you’re begging for more. let me glide my fingers along places still unknown. let me run my nails down your back and causing you to moan. let me do anything and everything all the little things i want to do and then let me lay in your place, as the favour is returned by you.

Sábado, Janeiro 14, 2006

nuvens, simples nuvens

nuvens densas, carregadas neste sossego que sustentam a minha ausência. simples mudança quando chego e as sombras revelam os murmúrios da vontade, simples suspiros no despojar constante de limites impostos. nuvens, enfim nuvens quando a felicidade não é apenas uma estação de chegada mas sim um modo normal de viajar, deambular por aí. sorrio no pulsar ardente sem permissões que tenho a permissão inteira nesse lindo numa palavra e fantástico num dicionário inteiro. nuvens, simples nuvens nessa chuva que não pára, rebolado apenas e já encharcado no cantar sem parar.

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

seis dois cinco

ouvi uma voz a chamar por mim perdido num tracejado repetido. preto e branco em faixas divididas de alcatrão já gasto, quilómetros engolidos sem mastigar no zás de pistões martelados. vozes ao rubro no rouco já de memória de cismar feito um doido, laço largo no enlace estreito do entrelaço agora perdido no tempo, misturado em silêncio e embalado na lua desta noite tão alta. parto em busca do repouso profundo envolto em areia fina, salgada por sinal de mar como nome nesse umbigo que transborda de beijos sem parar. psico e zás nessa voz que me chama mas agora devo dormir e deixar o apetite dos mochos devorar essas vontades nocturnas indiferentes aos meus afectos. afinal não ouvi uma voz chamar por mim, era sonho no meu sonhar de agora, vou acordar embrulhado na almofada e desmaiar no edredão.

Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

frase #33

não, não mesmo, não perdoo não… errar é humano mas perdoar é divino… não é melhor não, não perdoo.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

anjos precisam-se

neste mundo doido, maluco mesmo porque não pedir que me mandem um anjo, sim um anjo de verdade daqueles que têm asas. doido demais este redondo insuflado que virou bola faz tempo recheado de cromos a mais, venha um anjo, dois ou até mesmo três mas venham que estes deuses estão loucos. pago os meus pecados apenas por ter acreditado que só se vive uma vez, preços inflacionados neste mundo louco mas merda que ainda não morri e cá estou ainda na estreia deste mundo tresloucado. sinto-me estrangeiro mas estou de passagem neste acreditar sem parar que afinal só vivo mesmo uma vez. pouca terra pouca terra que este comboio não pára e anda rápido demais neste mundo doido, maluco mesmo nesta vertigem tão louca, vá lá manda daí um anjo empacotado numa redoma qualquer, mas manda!

Domingo, Janeiro 08, 2006

frase #32

a vida essa eu vivo, o sonho esse eu sonho nos apenas alguns que podem ser vividos. fodasse mas que merda de vida que não pode ser somente sonhada...

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

sim...

sim posso escrever mas doi-me a alma nestes pensamentos que me assolam a alma, vagueiam moribundos à deriva por este mar tão desolado. sim eu escrevo triste neste meu meio adormecido, anestesiado pela sorte de estar vivo, estrangulado por momentos mal digeridos. sim posso escrever mas escrevo embriagado já farto desta cirrose que me trespassa, fígado amaldiçoado nessa coragem traída. sim eu escrevo mas insensível é tudo que aspiro, é tudo o que penso mesmo nessas estrelas que por mim cintilam e cantam sem parar. sim posso escrever mas já não amo as batalhas e o coração já não arde a cada instante. sim eu escrevo na procura dessa frescura num novo encanto, livre e belo através do pranto onde se fala baixinho, murmúrios da alma. sim sussurros na hora em directos de vontade.

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

estou estou estou estou estou estou estou estava

estou sem fome no esfomeado que me queria neste apenas ruído brando de água corrente. quero o barulho do mar, das ondas do mar e das folhas agitadas pela aragem. falo sozinho nestas palavras pronunciadas em voz baixa, sussurro apenas na mistura de vozes que falam juntas neste tom brando. estou sem fome no esgalgado que me anseio deste silêncio que ouço, neste cair de noite pálida de ideologias sem práticas mas que rompe o silêncio da hipocrisia. estou sem fome no espalhar de cigarros por pulmões já gastos, envelhecidos e cansados mas serei breve, rápido na tontura do momento neste ápice do pensamento como soldado que nega a farda com pena dessa vida amarga. sorte a minha que dei o meu último beijo, azar meu… foi o último!

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

interrompido mas...

...contigo amarrada no desejo de suaves lenços de seda entre punhos e tornoselos nestes beijos perdidos, salteados no desejo de pele já arrepiada. gemidos entre murmúrios de prazer, tesão no percorrer lento destes lábios sedentos, esfomeados no palpitar devagar. beijo na parte interior da coxa esquerda…

frase #31

...e o mundo rola e eu rolo enrodilhado no meu sonho que me consola vagamente nesta vida tal qual água que corre no riacho e vagueia aos tombos de pedra em pedra...