Segunda-feira, Agosto 29, 2005

também cismo...

não faço ideia nem tão pouco me preocupa mas cismo, cismo que me farto no doer do joelho da perna esquerda de tanto acelerar. furo a chapa em carregar com força no pisar constante de tamanha rotação, forço a quarta na quinta que embalo no aumentar sem pestanejar deste mover de pestanas que cismam em apenas cismar. arde que se farta na comichão lenta não vá magoar no preferir falar de estrelas, tremeluzir porque não em cadentes. penso que me canso no pensar apenas do estar bem onde não estou, no viver em ápice deste mundo cheio de antenas. sem rede em arame esticado, esperguiçado de prazeres embalados de mares outrora desertos. fugi para longe no longe de cabo abrigado entre rochas e penhascos, onda bem longe em conversas de catalão. não faço ideia mas cismo que me farto em delírio de apenas prazer esperguiçado em areia preta, escura mas cansado de mais umas braçadas contra uma e mais outra onda que cismam em me derrubar…

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

em roteiro

vale a pena ler num só fôlego? sem descanso? vamos lá ver… procuro um sítio com vontade de ir até lá mas possa com um montão de ups´s que já lá vai tanto tempo que já não vinha para aqui que já me doi o cú de tanto tempo sentado a percorrer a carrada de revistas que cismei em carregar. foram tempos e tempos sentado na poltrona com bidé mesmo ao lado que serviu na perfeição de prateleira para o montão de revistas. assim sim que com bidé eu gosto, adoro o wc com aquela bacia oblonga que serve para lavagem das partes inferiores do tronco bem perto do trono, assim sempre tenho sítio e que sítio para pousar a leitura que já fazia tempo de andar aos encontrões na viatura. refastelado no nú em desfolhar atento de tanta vontade e já saudades de ler feito um desalmado. foi lindo e que lindo vai ser quando a vontade suspirar e eu para lá voltar, quero mais e mais no roteiro que cismo percorrer. roteiros é isso mesmo que estou para ver e prometo aparecer, dia com hora e local que valha a pena e pimba tou lá no roncar do motor que o limite é o céu, nesse espaço ilimitado onde se movem os astros e segundo dizem se encontram as almas.

Terça-feira, Agosto 02, 2005

1 hummm

um primeiro beijo após outro e outro sem parar no correr pausado de lábios misturados entre línguas irrequietas. dois primeiros beijos após outros parados agora na delícia do momento. três em conta, quatro ofegantes em nuca que percorro do abraço que prolongo, aperto e sinto. corpos despidos no nú de preconceito em cinco que trespassa e corre rápido em leves toques de paixão. seis que sejam no perder da conta na saliva misturada, diluída na imensidão do ser. serão sete no ficar para trás do oito que não acaba de apalpões ao trambolhão, ávidos de sensações ao rubro do arrepio na hora de umbigo em nove vezes uns tantos outros de visões alucinantes. dez que seja em demorado momento no palmo mais abaixo entre virilhas de prazer, despenteado entre dedos no contar de mais nada do perder apenas a conta e deixar ir pelo ímpulso na força do momento.

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

ufff

ufff em deitado na horizontal que me exijo. ufff mesmo em tons de pastelonice ainda a embalar para ritmos de cimento em remixes de alcatrão. ufff de já farto em apenas umas horas de quilómetros engolidos entalado entre volante e assento de consoantes e vogais já amaldiçoadas por euros ofegantes. uff na volta ao ritmo estonteante nesta horizontal que agora me estendo, estico e esperguiço neste abecedário em teclas chatas de meio côncavo. ufff já na lembrança de sol a deitar em terra do mar que o viu nascer. ufff em dia ainda de melancolia apenas, ufff...