Domingo, Julho 31, 2005

pssst

volto no virar desta esquina que me cruzo e ardo

numa benção deste repentino sol

em meu nome, no meu só

voltei no correr muito

terra escondida

no sol e

mar

e na lua

em rodopios

de espirais de sal em mar

que me abraça, envolta e aperta

relâmpagos de nortadas de dias perdidos

esturricados em furacões espalmados de areia quente

Terça-feira, Julho 12, 2005

rotinas?

sem rotinas no cismar de virar na estrada anterior do sempre querer mais e mais sem silêncios entre gritos e gemidos de prazer. espelhos no tecto entre cama redonda sem testeira nem fronteira na vontade apenas de querer tudo no tanto imaginado. beijos na nuca húmidos em estrelas que observam cada movimento nas músicas que dançam e rolam em cabeças já despenteadas das pernas que devastam a pouca roupa destes corpos que se alcançam, trocam e misturam entre braços que viram tentáculos. sem rotinas sempre no de quatro que penso, nos ombros que puxo, na investida mais profunda entre os seios que apalpo. sem rotinas mesmo no fantástico do sentimento do viver uma vida num segundo apenas na canzana que ainda cismo sem presenças dormentes entre roupas despidas e lençois desmiolados. sem rotinas de certeza entre áses de dança que se vêm na espontaneidade da vontade deste momento entre ápices de tesão no de gatas que ainda persiste em mão agora no clitóris com investida ainda forte, ritmada em ternura de prazer. sem rotinas sempre na real gana tresloucada entre suores que se misturam, colam e pingam sempre sem rotinas.

Terça-feira, Julho 05, 2005

refastelado

gosto de me sentir assim refastelado na paz de ouvidos em riste com pensamentos na catadupa do momento. gosto do ápice que solta esta catapulta de letras, ordenadas em conjunto de palavras em frases que dançam e exprimem a alma. espelhos do segundo nos turbilhões da memória em repentes de vontade mas porra que eu gosto de me sentir assim deitado sem horas nem trim´s a foderem-me a cabeça. solto um grito no esperguiçar demorado, solto um gemido no ahh consolado da delícia em contagem de estrelas perdidas em sete que se espraia a cada movimento. fantásticos movimentos neste preferir da letra que grava cada gesto e crava sem mágoa a crosta áspera da vida. foda-se que exijo, foda-se que quero a atitude da alma no instinto do momento, quero acção sem filmes de ficção, quero tesão de verdade sem tretas nem merdas no gostar tanto de me sentir assim tão mas tão refastelado na paz de ouvidos em riste com pensamentos na catadupa do momento.

Domingo, Julho 03, 2005

momento um

quero-te por um momento... tenho destes momentos em que não consigo parar por muito que o tente. ferve-me o sangue e escalda-me esta imensa vontade de te sentir a todo momento no sentir do gosto, de te sentir húmida em quente envolvência. as tuas mãos em mim com as minhas perdidas na ânsia do gesto. quero ver-te andar, dançar em apenas pisar, quero ver-te despir e entregar-te o meu corpo em ser apenas um despojo do momento. ser um entre tantos, um entre os demais que se entrelaçam contigo e em ti. quero possuir e ser possuído pelo demónio da luxúria, do prazer arfado, gemido, exclamado. quero-te por um momento que para sempre permanecerá porque esquecimento jamais será.