de pé... sempre!
dou por mim em pé cansado de joelhos mastigados por truques trocados entre pedais inventados. escrevo direito escusado de poltronas ou horizontais apoiadas por almofadas de penas. rejubilo o sacrifício entre suor de momento de tempo ao rubro deste céu azul que me cobre. escrevo de pé em breves passagens de testa molhada, embrulhada por pensamentos de agora na partida do já em abastecimento na hora. escrevo rápido em teclado de inox de moedas já metidas, escrevo em ponteiros de segundos que não páram, escrevo lembranças, relatos nas memórias que me assolam no ficar triste da dúvida de tretas que este é irmão daquele e filho deste em dedo aguçado, apontado em riste de sorriso. adormeço enrolado no embrulho da mais pura tranquilidade, desmaio de verdade em sono de catadupa que surge no trambolhão do cansaço. escrevo em pé, sentado ou deitado, mas escrevo na fala da consciência do esparramar da alma em transbordo da lembrança.

