Segunda-feira, Maio 30, 2005

sou louco

apetece-me esticar o braço com dedo em punho e furar as nuvens no desafiar dos trovões e tocar o céu. apetece-me gritar alto no esperguiçar com força, mexer na lua, queimar no sol e da noite fazer dia. apetece-me saltar no voar feito um louco em planar tipo uma pedra do catrapum ao segundo. corro de peito aberto sem papas na língua em dedos que saltitam na linguagem do momento. qwerty que seja na extensão do pensamento mas fico fodido no tropeção da mente. engasgos sem soluços em apenas gritar feito um louco no tresloucado ápice do esticar feito um idiota de prosas ao repelão. detesto títulos nos rótulos da vida, prefiro os rótulos nos títulos da hora ao segundo que saboreio. apetece-me esticar o dedo e tocar o céu nos desenhos de indicador na ardósia azul rabiscada por unha de verdade sem tretas nem ameaças de furacão. detesto guarda chuvas de tecidos impermeáveis, prefiro os arames da tremideira ao som dos rufos de tambor. grito que me farto no rouco que me transformo, tosse de verdade no cuspir para longe verdes sucos de mentira. suo quando corro em bica de saudade na vontade que tenho de correr feito um louco de nó em garganta apertado. detesto a gravata de ocasião emparelhada com fato de comunhão, baptizado que seja logo que a àgua seja temperada com o sal de presente sem pensar em tanto senão.

Domingo, Maio 29, 2005

pode ser céu

olhar no céu cheio de nuvens em repleto de preguiça no apetecer de olhos fechados em apenas pousados de pálpebras pregueadas. estou lento em cansado de tanto remar nos mergulhos repetidos de ondas teimosas. vou escrever ainda com sal impregnado em portátil apenas pousado em coxas encostadas de costas amaldiçoadas. vento teimoso em pedra que me protege, vejo o mar de esguelha no oblíquo de já cansado, lembro-me do bispo em terreno ao xadrês, prefiro o cavalo no galgar sem destino de crina ao vento, estou com frio em cansado de remar no tanto queria mais um fôlego para mais um carrada de ondas zarpar. mais uma dúzia de setes ou então mais uns três nuns trinta e três quaisquer de pulmão ao rubro mas estou lento em cheio de preguiça de tão cansado já estar. off com eles de lábios ressequidos, mirrados e já rendidos ao físico no procurar de mais um prego no segundo deste dia para espetar com força em cada trago de mais e mais vontade sem parar.

Terça-feira, Maio 24, 2005

sim...batatas

batatas só se forem fritas ou então daquelas a murro em que vai tudo para o forno até ficarem prontinhas para um embalado encontrão da mão com ela acabadinha de sair do quente. cozidas nem pensar, prefiro-as bem passadas a ter de mastigar no sabor da tensão regadas por um tinto de respeito. batatas só mesmo com um têmpero de verdade e não arremessadas para um tacho com àgua, cozidas não... colam-se ao céu da boca e causa-me aflição no mastigar. quero o arrepio no trincar ao saborear com tensão, quero a adrenalina do colestrol a sarnar-me juízo, quero o gozar a cada instante no que se foda pró desconsolo. batatas? sim venham elas com sabor de verdade e sem merdas de mergulhos em h2o nas bolinhas

Quarta-feira, Maio 18, 2005

bebi demais

bebi demais num copo que caiu acima da vontade na apenas hora que me fez esperar. bebi demais em blues dum café que mal assentou ao som dum balanço qualquer. ritmos lentos, adormecidos em prosa aborrecida na espreita de hora que nunca mais chegava. bebi demais nas tonturas da alma, tonto dizia eu em mudanças que entalava de troca de pedais. vruumm vrumm mas que merda que não consigo focalizar o sinal. bebi demais em apenas mais um copo que ficou no transbordar da vitória. bip bip em hora acertada, merda que bebi demais, merda que acelarei no passo em desvios de memória. apenas mais um apenas mais um que aborreceu demais em vontade de chamar um gregório qualquer. merda que bebi demais e dificilmente acerto o passo nas letras que fogem aos dedos que quase aprendem de rompante. bebi demais na hora que esperei e estes dedos já se entalam por teclado desconhecido no corpo que já conheço, apalpo e trespasso na tesão do momento. bebi demais, bebi ainda na tontura que ainda assola, que ainda me vejo fodido para achar a letra certa na palavra correcta. pensamento mais rápido que escrito, tropeço e caio nas mamas que ambiciono, troco vogais, baralho as síladas, mas que merda que bebi demais. quero acertar tudo nas trocas que estou farto de fazer. merda que bebi demais, merda que me apetece estender num tapete qualquer e voar feito um aladino embalado por toques num dedilhar perfeito em harpa de prazer. humm mas que vontade de sim sou seu que me fodes, fode-me muito até ao fim num princípio qualquer. fodasse sem tracinho, fodasse assim mesmo que bebi demais.

Quarta-feira, Maio 11, 2005

humm no suor

mas que suor no ritmo estonteante dos beijos repetidos nas mãos que não sossegam. mas que tesão delirante em espirais de vontade no querer tudo na boca, tudo na mão, tudo em tudo quando a nuca lambuzo no ombro que beijo do lábio que mordo, mordisco em vontade de fundir o corpo do penetrar lento até ao fundo. queda livre em livre repousar de ancas misturadas em perfeita sintonia, beijos nos seios enquanto mãos na cinta no agarrar com força de compressas embaladas no despentear constante de suor em folia. cheiros em misturas explosivas de fluídos vertiginosos de sexos ávidos, sôfregos gemidos de desejos veementes, intensos, ferverosos, ardentes, impetuosos ritmos que se fundem na satisfação do momento entre murmúrios brandos das folhas agitadas pela aragem na corrente da vida no escorregar fácil do suor já partilhado.

Domingo, Maio 08, 2005

ainda snif

estou partido nas peças que ainda tento encaixar, puzzle de nem sei quantas peças de todas repetidas, iguais na vontade de na vertical me colocar e correr feito um doido. estou mole no molinho que me sinto na nesga de claridade que invade o meu quarto. conto o inspiro no descontar de cada respiro carregado de virus na gripe que me atulhou e entupiu canais e mais canais. quero gritar e não posso no melhor que já me sinto, quero o banho rápido no cortar de gadelhas repentino do partir violento de mais uma azáfama de vitória. quero o bom depressa no cem por cento que exijo. já chega de lenços bezuntados, colados e embrulhados de nhanha´s expelidas por nariz já cansado de tanto assoar. vai começar o não sei quantos filmes que já vi nos tantos ainda que vou ver até que o sono me coma a mente e me levante de repente para a estrada me atirar.

Quarta-feira, Maio 04, 2005

snif snif

yeeaahh laaa la laaa laa laala laaa la laaa laaa laa laaa laaa laaa laa laaaaa laaa laa laa yeahhh ohhh laa laa yeahhh ooohhh hooo yeeaahhh laaaa laa laa lala yeaah iooo laaa laa laaa laaa laa yoohh yaaahh ohhh laaa laa laa laaaa yeahhh ooohhh yeaahh laala laa ohhh yaah ohhh lalaaaa lalala laa llaaa llaaa... achtimmm

resistência(s)

fiz do teu cabelo a minha bandeira, fiz do teu corpo o meu estandarte, fiz da tua alma a minha fogueira e fiz do teu perfil as formas de arte.

Terça-feira, Maio 03, 2005

zero

que se fodam os títulos nos rótulos que a vida estampa, que se fodam as amostras de vida aos pedaços que eu como inteiro na guloseima da vontade. não faço por menos no tudo ou nada que a história me contempla. quero tudo sempre na velocidade estonteante da curva de rompante em aceleração constante na rapidez de movimento, prendas que troco, remexo e embargo em mais soluços de verdade. desfolho paisagens nos metros que engulo dos quilómetros nos pistons que mastigam sem parar. moreno despenteado no metro e tal de caminhadas ofegantes no acthim do momento, abro a janela no planar da palma da mão em desenhos de liberdade no serpentear sem parar de dedos irrequietos, buliçosos e turbulentos sem qualquer descanso no agarrar constante da vida sem rótulos ou títulos que a vida estampa.

Domingo, Maio 01, 2005

sestas

também gosto do almoço em pensamento da sesta premeditada, marcada por alma já cansada no correr pouco as persianas da vida. rebolo em pensamentos por nesgas de luz que trespassam o quarto e se esbatem na parede branca da fantasia mais tresloucada. mas que vontade louca de besuntar dedos e boca na sobremesa mais desejada, seja mousse no doce de caramelo da torta de amêndoa em colheradas do mais amenteigado queijo. música para os meus ouvidos nos acordes ainda tocados, beijados na mais doce harmonia, relembro torres no escuro da noite na procura desenfreada da mais alta estrela, relembro caminhos no tracejado mais esbatido de tão gasto de gastos de tempo mais aproveitados, relembro praias palmilhadas até a lua surgir no tapar de toalha de estrelas a contar sem parar nas sombras que as ondas cismam em sempre beijar.