fôlego
gosto do chiu no silêncio que por vezes detesto, gosto do sal impregnado na pele da comichão que por vezes odeio. farto-me fácil em corcunda de caminho no correr feito um desalmado tipo um saltimbanco qualquer. não sou acrobata, palhaço nem tão pouco malabarista, sou eu que para aqui explodo, me coço e escrevo sem parar na ânsia desenfreada de cuspir num só fôlego esta náusea provocada por esta montanha russa da vida. grito num respiro de parágrafo ao rubro, bafo na vírgula em ponto deste sopro, alento da sílaba em esforço de palavra neste ânimo de frase que vomito.


3 disseram:
Há muito tempo que não passava por aqui!
Grande abraço Ricardo!
:)
O silencio é belo. O por vezes também é belo. Mas o mais belo, é o eterno...
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