Domingo, Outubro 31, 2004

ando nú, sempre andei...

ando nú no tanto que adoro andar tanto nú. chateia-me as meias do frio no chão, ando nú de despido, ando nú de preconceito. palmeiras pouco me importam nos pinheiros que me atormentam. a tristeza acalma-me tipo um ropinol qualquer na alegria que me dá gás em espiral da loucura no momento. espera, deixa-me recuperar o fólego e contemplar a extensão do mar no silêncio das gaivotas lá bem ao fundo na sombra desta nuvem. ando nú, quero assim e só assim respiro ainda tranquilo. a tradição presiste e ainda é o que era, sempre o foi, sempre o será. ando nú sem tretas de pré datados nem renúncias ao que lá vai. nem quero falar de touradas pois delas já muito se tem falado e perguntado por estratégias pouco claras, goste-se ou não seja qual for a ideia unânime, tem de ser a beleza imponente do toiro, a graciosidade do cavalo lusitano, a audácia do toureiro no encanto das suas vestes que se tem de ver para contar como foi. ando nú no tanto que adoro andar tanto nú, quero o calor na alma do chão que piso, quero o despir das meias no tranquilo do pensamento. quero continuar a andar nú!

Terça-feira, Outubro 26, 2004

humm no rock

anda mais rápido fode-me com força, fode-me todo agora que te apalpo as mamas e sinto-me todo bem lá dentro. isso cavalga-me enquanto te enterro esta piça toda. anda, vira-te que te quero de quatro e entrar todo em ti, por trás, sim força que entro todo bem lá dentro. fode, anda fode muito que quero sentir tudo bem lá dentro enquanto te apalpo a cona sem parar. isso, anda... fode-me todo nas palmadas que te dou a cada investida. que tesão agora que te quero em cima de mim, outra vez a foder-me todo em cavalo de loucura nas ancas que seguro e comando o ritmo, mamas que vejo na vontade do beijo, no mordiscar a cada momento. suor que percorre e desliza na foda sem parar. isso... anda fode muito que eu não páro, quero-me todo, todo lá dentro e fora em piça que lateja e se presta para explodir. anda na foda que não acaba e nas pernas agora nos meus ombros até ao climax na música que não pára mais. anda com força agora que fodemos como doidos no fantástico do stop em momento eléctrico de guitarra já ao rubro.

Segunda-feira, Outubro 25, 2004

castelos no ar

começar. quero o vendaval que sinto falta do vento que soprava. quero vento em ondas de turbilhão e sei o quanto é inútil divagar. recordo no reviver de muitas coisas em casas de livros cheios nos carros de viagens em folhas de jornal. eu não choro mais e deixei de estar parado no abraço que se repete a cada detalhe no ar que me faz falta. quero vento pela noite dentro na lua cheia a seu dono, muita atmosfera e que se foda a primavera. que venha o vento no sonho a seu dono, desculpa mas não sei incomodar nem tão pouco me explicar. prefiro caminhar a favor do vento que sinto falta, quero aproar na brisa da correria desenfreada e soprar de peito cheio em nariz empinado. terminar.

Domingo, Outubro 24, 2004

frase #14

enquanto os sonhos estiverem nas nuvens estão bem, estão no lugar certo. agora é só preciso arranjar a escada para lá chegar. emprestas a tua?

Sábado, Outubro 23, 2004

humm no fado

nua, simplesmente nua em acordes da mais nobre guitarra dos contornos que ela desperta. sim no regaço das mãos que pouso em dedos que dedilho. nua, sim no umbigo que deslizo em ritmo lento de mãos tênues em dedos já ensinados. pautas em pautado a cada instante, a cada espaço na anca que beijo. ardor, sim fugaz na queda dos lábios da língua que percorre em busca da virilha que beijo e lambo e chupo e mordo com lábios rijos, húmidos nas trocas de beijos sem parar. cona, sim a cona toda na minha boca em percurso constante do ritmo que embala a alma em tesão de pensamento. pernas que apalpo nas coxas que sinto do fado já cantado, beijos perdidos na sina da melodia no toque após toque em apalpão que não pára do beijo que percorre. nua, simplesmente nua na música dos corpos que bailam sem parar no roçar constante mas lento, ao som daquela guitarra nua.

Quarta-feira, Outubro 20, 2004

eu adaga

adaga de 23 de outubro a 21 de novembro. na tradição cigana, a adaga é entregue ao jovem quando ele sai da adolescencia e entra na idade adulta. por isso este signo é associado ás grandes mudanças e aos seus nativos é atribuído um temperamento forte e enigmático. procuram aprofundar constantemente o que se passa á sua volta, são misteriosos, de emoções e sentimentos fortes, arrebatadores. os seus ínstintos são muito vincados, predominando sobre os aspectos da racionalidade e da lógica. é alguêm orgulhoso, um excelente observador que por vezes tem dificuldade em comunicar as suas ideias. a sua personalidade impõe-se e quando emite opiniões fá-lo com a maior segurança e conhecimento de causa, suscitando respeito e admiração. apresenta-se sempre cercado por uma aura de mistério que o torna diferente dos outros nativos. tenta não revelar a sua vida íntima, evitando expôr-se á curiosidade alheia. o seu ciúme e possessividade ofuscam muitas vezes o seu poder de atracção e a sua sensualidade. apaixona-se com a mesma facilidade que odeia, é exigente com os outros, mas não perdoa nada, nem as suas próprias falhas que jamais consegue esquecer. santo padroeiro: sto antónio, cigano protector: urdela, flôr: crisantemo, vela: vermelha, perfume: almiscar, dia de sorte: terça-feira. ditado por um cigano que ficou de peito no aperto do abraço de ti lázaro.

Terça-feira, Outubro 19, 2004

trimmmm

como tudo me é insatisfatório ando sempre sem parar. afasta de mim os teus olhos que me descontrolam e arrebatam. escada? organza... pode ser que seja mesmo esse ataque de surpresa em quase guerra relâmpago. memória em baú sem a menor dúvida. bicho papão? é melhor nem tocar na teia da superstição não fosse tocar em algum dos fios. amarrei três pontas dependuradas em suporte de luz na espera de conseguir subir. fios em teia no emaranhado de qualquer coisa da aranha? do papão? não faço ideia mas o naufrágio pode ser quando do sonho no beijo acordar.

Quinta-feira, Outubro 14, 2004

estou á venda!

...ainda pensei em arrumar carros no pouco tempo que me sobra em vez de me sentar para aqui a escrever umas sei lá quantas coisas mas... ficava com uma tendinite e não tenho muito jeito para estender a mão. sou de ideias fixas e realmente não desisto de publicar o meu blogbook em papel mesmo, com a textura e perfume que só mesmo um livro tem. blogEbook? sim estou á venda em cd com o prazer do desfolhar com o ponteiro do rato e visualizar umas não sei quantas imagens escolhidas a dedo por mim e pelo realizador do cd a quem mando já aquele beijo nos lábios carnudos. sim é isso mesmo, vendo o cd que é do formato de um cartão de crédito por dez euros com portes já pagos, um email para mim a indicar a morada e envio á cobrança o tal blogEbook. edição? será a primeira datada de setembro deste ano, claro que existirão mais edições, novas coisas surgirão mas isso fica para depois, por isso vamos lá a comprar e não tarda muito chego ao tal blogbook em papel mesmo.

humm no carro

as mudanças já estorvam nos fluídos que se trocam e misturam, vidros embaciados nos corpos que não se tocam no seu todo. línguas em velocidade cruzeiro, repousadas nas mãos essas irrequietas, curiosas. segredos na orelha, arrepio na vontade das mãos que não param. que tesão em sair a correr. sim, sim no capot, é no capo que quero quando os corpos já se tocam e esfregam sem parar nas roupas que saltam com a lua como confidente. beijo na coxa em manobra perigosa de tesão já ao rubro. umbigo que apalpo na anca que beijo sem parar, vontade no resfalar do corpo para trás quando os sexos se tocam. entro devagar nas estrelas como manto dos ombros que seguro e aperto a cada investida. tesão em expressão da vontade que surge por cada golpe mais preciso. foda que não pára em noite já alta de roupa já atirada para lá da loucura. sim... sim força na investida do sublime que se aproxima em céu já raiado de confetis de luxuria...

Terça-feira, Outubro 12, 2004

chorar vs rir

demasiado novo para chorar e muito velho para rir na gargalhada que tanta falta me faz. queria rir até ficar com dores na barriga e chorar até as lágrimas me secarem. lembro os dias em que apenas saltava na vida que me trespassa, imagino os dias em que uma só palavra em remix com mais uma série delas caem que nem pedras na fronteira de... não, não pode ser, é melhor não. vivo no ápice, dividido no riso e choro sem meio termo apenas vivo na velocidade da música que me arrasta e ultrapassa. tento apanhar cada nota nas notas que me fazem falta na vontade de rir em sorriso aberto, gargalhada constante de heavy metal ou apenas rock, pode ser jazz ou até um fado qualquer, destino marcado em ferros de outrora ou apenas falados enunciados sem índice mesmo na espera da espera que desespera de quem espera sentado no pé que move, no pé ante pé. sorrateiro ou ao trambolhão, a bater com força o tacão em marcha sem hino de apenas coração aberto, demasiado talvez no chorar também ou rir talvez.

Segunda-feira, Outubro 11, 2004

que se foda

apenas um trago, pode ser amargo que se foda, estou-me nas tintas pró trago que eu trago apenas eu, inteiro sem merdas nem maneiras, sem poses nem poleiro. apenas um trago no descanso dos rodados e já cansado de armado em cavaleiro de asfalto. descanso nos dias das noites que levam os sonhos. sonho alto no voo que vai baixo, traço tangentes na mais estreita passagem, rompo sinais do tempo em trespasse do mais sublime sinal. grito no abismo em silêncio do sol que se deita, chamo em desligo no off que me apanha. volume em colunas já roucas, paisagens no perder da vista, descanso na escrita refastelado na lembrança. queria o ttchhh do sol a beijar o mar, queria a maresia de volta ao olfacto em apenas um trago, fico pelo rio em canais salteados. que se foda e levo com o cheiro da bosta no descanso de mais um trago de apenas eu.

Sexta-feira, Outubro 08, 2004

do meu canto!

encanto no canto perto do rio com o barulho do passar dos navios em mar que espreita, daqui do meu canto. encanto no canto abrigado do sussurro do vento no mar sem amar nas ondas. apenas vento com mar salpicado de triângulos em cores rápidas que passavam rápido no canto que apenas deslumbrava abrigado do vento em força. viajava rápido, viajava sem sossego aqui deste canto, caminho traçado, caminho cruzado em apenas postado neste espaço, imóvel, parado, apenas situado no encanto do canto da alma que voa e voa no esvoaçar do pensamento. heróis de bandas desenhadas, heróis em crachás de lembranças, heróis apenas fechados, enclausurados, isolados aqui no meu canto. fui para dentro no agasalho do repouso, fechei persianas nas luzes que cismei em apagar, massajei a alma em hidromassagens da memória em autênticas avenidas com fantásticas visões. apaguei a luz na recta mais escura em noite sem luar. acelerei no desligar dos halógenios, rompi a noite sem visão no acelarar a fundo. aguentei uns segundos apenas, tipo sovina no guardar só para mim a verdade que é só minha, no agarrar com força no mais intimo segredo. dos vencidos e dos fracos não reza a história...

Domingo, Outubro 03, 2004

mikado

tento não tremer, observo na hora do instante que olho. tanta cor, tanto pau encavalitado em azáfamas do jogo. tento não tremer no apanhar de cada um após o outro. apenas um de cada vez na distância duma fita preta estendida até um ponto sem retorno. força irresistível sem escape, sem saída num voo de fantasia em seara varrida pelo vento. zumbidos que me atravessam o pensamento, a lembrança de sentidos embraraçados, corados pelo vermelho do sol que vai alto em alto dos meus olhos colados ao céu, que roda em língua presa do gelo que se forma nas asas da imaginação.