ando nú, sempre andei...
ando nú no tanto que adoro andar tanto nú. chateia-me as meias do frio no chão, ando nú de despido, ando nú de preconceito. palmeiras pouco me importam nos pinheiros que me atormentam. a tristeza acalma-me tipo um ropinol qualquer na alegria que me dá gás em espiral da loucura no momento. espera, deixa-me recuperar o fólego e contemplar a extensão do mar no silêncio das gaivotas lá bem ao fundo na sombra desta nuvem. ando nú, quero assim e só assim respiro ainda tranquilo. a tradição presiste e ainda é o que era, sempre o foi, sempre o será. ando nú sem tretas de pré datados nem renúncias ao que lá vai. nem quero falar de touradas pois delas já muito se tem falado e perguntado por estratégias pouco claras, goste-se ou não seja qual for a ideia unânime, tem de ser a beleza imponente do toiro, a graciosidade do cavalo lusitano, a audácia do toureiro no encanto das suas vestes que se tem de ver para contar como foi. ando nú no tanto que adoro andar tanto nú, quero o calor na alma do chão que piso, quero o despir das meias no tranquilo do pensamento. quero continuar a andar nú!

