Sábado, Julho 31, 2004

humm a língua

eu mordo-a muito, devagar no lento de devagarinho no chupar que entretanto caio para os seios, as mamas com a mão que a acompanha no beijo do mamilo, mordisco nas mãos que descaem e apertam as ancas, beijo que corre e descai mais e mais até ao umbigo. contorno em voltas com os meus lábios enquanto apalpo o sexo, a cona no beijo da virilha que chupo e no persigo do clitoris com a minha lingua. enterro um dedo enquanto o roço com os meus lábios irrequietos no agora tirar do dedo que entro com a minha língua bem fundo, no entrar e sair constante. língua que entra na saída para tocar o clitoris. sabor que sinto em tesão já ao rubro, tesão no beijo do ventre, na subida ao pescoço de encontro aos lábios que encontro. sexos que se tocam, roçam e apertam. entrada de rompante, no fugaz do tesão de tão húmido encontro. penetro até ao fundo no beijo longo e demorado das bocas que se lambuzam e beijam. muitos humm´s na entrada até ao encosto forte e preciso. apalpão nas ancas no rodar completo até sentir em baixo. vertigem em que me sento nas nadegas que aperto, pernas que me envolvem nas nádegas que aperto...

Sexta-feira, Julho 30, 2004

de nó em nó

escrevo no repente da vontade que explode em ficar perto, escrevo sem parar. quero a força que me impulsiona, quero encontrar rápido a satisfação do pleno. sorrisos que me assolam, criticas que me ultrapassam, leituras transviadas por vontades que não as minhas. deâmbulo por entre links de blogues, perco-me nas letras das frases que se constroi, releio as eleições. salto de nó em nó nesta teia que nunca mais acaba, recordo no acordar de estímulos ofegantes na sede de ler tudo, muito na conquista da mensagem que salta. vejo fotografias no repouso da visão, reparo no desenho da letra, no alinhar do parágrafo, analiso a forma do texto, adormeço no encanto do contexto. bailo com a música que emite e corro a sala toda em valsa sincronizada, vira tango na surpresa do virar da esquina, mordo os lábios na excitação do momento, releio a frase no repetir do momento. link que não encontra, comentário que não deixa, silêncio na sala, desconsolo de imóvel que fico, mãos sem saber onde pousar, ligação que se perde no momento que não se repete jamais.

Quinta-feira, Julho 29, 2004

rave em trance

pum pum pum yoo em calções descaídos, tshirt desbotada de cabeças ao lume em abanões constantes. yooo em pum pum pra cabeça mesmo, pescoço que não segura as psicadélicas do som no ritmo da visão. corpos irrequietos, suados em festa de frenesim, yooo and hands up com som que invade e perfura, moi e estrangula na pura libertação do esqueleto, exorcitar a alma em sons repetidos, chicotear os fantasmas de olhos levitados numa paisagem qualquer. preconceitos que se despem, alucinações que surgem em corpo que apenas se abana na boa, no tranquilo da trip ao ritmo do yyesss dj com warm à força toda. revolution em agudos ao rubro com graves ao calhas premeditados. quedas no silêncio na subida brusca do pum pum que se exige, multidão ao rubro em hands up quando muda o set. liquído que se exige no corpo já transpirado, suado na folia que nos bate, trepassa e desfolha o peito. repetidos vinyl em força da agilidade nas mãos que os troca, mexe e remexe. remix de anca nos ombros que não páram, no pescoço que roda da cabeça que gira.

Quarta-feira, Julho 28, 2004

chiuu é tarde

chiuu é tarde e apetece-me escrever muito, bato devagar eu prometo, não quero mesmo fazer o barulho do premir nas teclas. chiuu que eu bato devagarinho aqui nos butões que polvilham o ecrãn, chiuuu. olhei de relance a escuridão para lá da janela, silenciosa que rasteja a cada segundo que passa. queria luz, queria chamas neste desejo intenso desta raiva profunda. tempo que não pára e corre no escuro, que me invade e nivela a contagem. queria soltar as rêdeas, gritar feito um louco, buzinar e acordar toda a gente, chiuu que se faz tarde na escuridão que invade e rasteja até mim. insónia que abraço, aguardo e espero neste desejo intenso de coração em chama. headphones que me suam as orelhas em música que me embala, luz que me desfolha neste branco que predomina, quero agora, queria já nesta distância que me separa. cavalo cativo, amarrado em arena protegida mas de crina levantada. chiuuu que se faz tarde no tempo que páro na vontade que corra bem depressa. tempo que não pára em vontade que me movo, silêncio algum quebra o coração e acaba com a vontade nesta espada que solto em cavalo que massacro com esporas de raiva.

peixe laranja

peixe laranja em globo a fazer bolinhas, fiquei pasmado com espaço tão reduzido, tão redondo com peixe tão colorido. laranja vivo, laranja cor de espaço tão ambíguo. voltas sem fim, prazer tão reduzido em desce e sobe constante de apenas queimar calorias. ainda me perguntei pelo feliz, seria mesmo ele em vidro tão limpinho, irrequieto que me prendia o olhar, sublime no movimento na cor que invadia, no olhar que me perseguia. embaciei o vidro, molhei o dedo, mergulhei a mão na festa que me entusiasmava. desfalecia na minha palma, brincava nos meus dedos, mordiscava a cada instante, seria fome no laranja tão vivo? vesti uma tshirt laranja...

Terça-feira, Julho 27, 2004

descompasso

na noite, no dia, na hora que sabes que te escrevo. discurso directo em leitura que se faz tarde. reflexo audaz na estranheza da sedução, beijos em carícias de apenas seis letras, palavra que na frase se trespassa com neurónios que fumegam. portugal a arder em alma lusitana de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. explodo agora, já e na hora, rebento completo nas letras que semeio, no gatilho que aperto e disparo. livro em branco sem caneta, ciberespaço em total descompasso deste emaranhado de links que me arrastam. beijos e mais beijos, apalpões apenas no que o peito não comporta. peito cheio, vazio ou apenas angustiado, amarrado neste espaço. explodo agora, explodo nas frases que construo, esvazio o pensamento no voar que quero. no querer sair daqui agora, fugir em travessas recheadas nas mãos do confiar que é amigo. é dia que escureço, é noite que ilumino com a alma que é enorme, acendo velas de outrora, apago as já gastas em cera que se foi e me queimou os dedos no esvaziar agora.

Segunda-feira, Julho 26, 2004

frase #7

tenho a coragem para me levantar e falar, mas falta-me a pachorra na coragem de me sentar e ouvir.

num suspiro

apenas espero no dia após o dia que marca cada passagem no lugar que espero na espera que desgasta e corrói em rugas e brancas que surgem por cada dia passado da apenas espero na espera que desgasta espero que espero pela passagem de mais um dia em frenesim de comandos de teima em autómatos na vida que respiro lento na rapidez da vida que teima na espera do dia após dia que teima em passar respiro na espera da apenas espera que mais um dia passe após o outro que ainda há-de vir na ânsia do momento na espera sem desespero da vida que passa a correr que teimo em agarrar faz tempo da longa já espera

Sexta-feira, Julho 23, 2004

carlos paredes

...genialidade, sensibilidade, poder de composição, uma belíssima técnica e interpretação. ele cumpriu os pontos que tinha a cumprir nesta passagem pela terra... obrigado!

Quinta-feira, Julho 22, 2004

humm na hora

que se foda a hora nos ponteiros que parto em estilhaços de pensamentos por ti. quero-te nua nos gemidos em humm´s que espalho ao teu ouvido, quero-te nua nas mãos que te apalpam. nua de preconceitos quando as tuas pernas me envolvem e me apertam com força. quadris que rebolam num vai e vem constante da foda que prepetuamos. humm num gemido, humm no teu ouvido quando o mordo e beijo. beijos que espalho em confetis do teu corpo na busca da melhor cor, laranja no encontro da minha boca no teu umbigo, pernas que me envolvem na queda nas tuas coxas, língua irrequieta na tua cona que lambo e entra em tons agora repetidos. anca na procura, beijos nas mamas no mordiscar dos mamilos, sexos que se encontram no roçar agora constante, parede que chama quando em ti pego e a ela te encosto. nádegas que aperto e puxo, pego e levanto nas pernas que agora me envolvem e amarram á cinta, parede que aquece no encosto das tuas costas e na azáfama das investidas agora repetidas e fortes nos humm´s que te espalho na orelha enquanto fodemos... muito.

Quarta-feira, Julho 21, 2004

frase #6

deus apenas nos deu uma boca e duas orelhas, deve ser para ouvir mais e falar menos, não? mas também nos deu vinte dedos...

psst no silêncio

quebro o silêncio nas letras que estampo, rasgo o silêncio da cumplicidade quando para aqui cravo todas estas letras. é o silêncio que fica nas frases que construo. é o silêncio de todas as palavras que acabam por nunca ser ditas. é o silêncio no nó que não desata, é o silêncio dos nossos corpos calados, imóveis, estagnados num tempo qualquer. quebro o silêncio num psst das teclas que primo. é o silêncio no reflexo do ecrân sem imagens, sem rostos, sem o teu sorriso. é o silêncio do pestanejar contínuo, dos dedos nas mãos ageis que os seguram, do corpo sentado, das pernas flectidas e cruzadas. é no silêncio da noite que te escrevo em programas que empancam, em janelas que se fecham. é o silêncio de quem escreve no silêncio que interrompo e nada mais vejo, nada mais encontro...

Terça-feira, Julho 20, 2004

frase #5

tento construir uma frase a congelar este momento, este nó que me aperta e trepassa mas prefiro ser a flor esmagada ao pé que a pisa.

Segunda-feira, Julho 19, 2004

click

um pouco mais para a direita, levanta, sim... mais um pouco, sim é isso mesmo. gostava mesmo que o texto fosse uma enorme fotografia, a prosa num plano perfeito. gostava que a letra tivesse um perfil ou então uma face rosada com os olhos que mastigam o olhar. é isso! gostava do texto numa paisagem em cor perfeita, daquelas que paramos para olhar e contemplar no descanso da visão. é isso! gostava de escrever em clicks já revelados sem secagem premeditada nem negativos para guardar. é isso! queria o contraste perfeito na escrita como Emily Dickinson fotografou...
a door just opened on a street
i, lost, was passing by
and instant's width of warmth disclosed,
and wealth, and company.
the door as sudden shut, and I,
i, lost, was passing by,
lost doubly, but by contrast most,
enlightening misery.

Domingo, Julho 18, 2004

arroz doce

"certa noite de Janeiro de 1996 sonhei que me atirava a uma piscina cheia de arroz doce (...) onde eu nadava com a graciosidade de uma toninha. é a minha sobremesa preferida - o arroz-doce, não a toninha - de tal forma que em 1991, num restaurante de madrid, pedi quatro pratos de arroz-doce e logo mandei vir um quinto de sobremesa. comi-os sem pestanejar (...). vais engordar, acrescentou (a minha mãe), decidi assim enfrentar o problema com a única solução que conheço para as minhas obsessões: a escrita." escreveu isabel allende em afrodite na procura de consistências, tons, aromas, receitas antigas, em que improvisa molhos, aproveita sobras sem descurar qualquer erva, qualquer pele, tritura ossos, engole desgostos, recupera memórias. comentou-me isto o artur na noite em que me encheu de allende e mais allende acompanhado duma jb sem gelo, fiquei a adorar sem gelo mesmo. a verdade é que não fiquei indiferente ao arroz doce, não pelo arroz doce que até nem gosto mas sim pela tonalidade da prosa, pelo cheiro da mensagem que acabei por devorar do princípio ao fim, sem tabús nem remorsos com uma vontade imensa de repetir, despreocupado da linha que já foi faz tempo, fantástico.

Sábado, Julho 17, 2004

frase #4

a oportunidade bate sempre à porta, o problema é quando estamos no quintal à procura de trevos, daqueles com quatro folhas.

fui

vento num ápice da carne sem flash de ossos por roer, corpo que se mexe em estímulos do pensamento. flash em movimento que deixa o raiado da cor como cometa. fui com bilhete de ida, fui com o sorriso da saudade que me trepassa, fui na glória da carcaça, fui com os cabelos ao vento do couro que os agarra. fui sem volta na visão, fui na aventura. fui. vento que sopra no assobio da lembrança, saudade que rasga no desfolhar dos segundos que passa. parei no olhar perdido, parei na visão sonolenta do horizonte longínquo. piscar de olhos lento embalado pela surpresa da manhã no dia que se faz tarde, momento esquecido, momento perdido, momento que passou sem o meu abraço. beijo no carinho, beijo ao vento no ápice da carne sem o tal flash dos ossos que me suportam. construção em suporte de encaixes perfeitos, harmonia na máquina perfeita, alma que doi, alma sem ossos, alma sem encaixes e que voa no ápice do momento. agarro-te com força, seguro com a mestria de ensinamentos tablados por regras de gramáticas impostas num abecedário repetido em linguagens codificadas. quebro barreiras, quebro a alma no suspiro da ânsia, na vontade de partir esta merda toda.

Sexta-feira, Julho 16, 2004

humm na mesa

como-te com as mãos da boca que te percorre, toalha que caiu no primeiro apalpão. altura perfeita no abraço das tuas pernas na minha cinta, beijos repetidos no teu pescoço em múrmurios de gemidos ávidos de prazer. ancas que se enrolam e dançam ritmos de samba na paragem brusca do beijo que cai na tua anca. cachecol quente no agora das tuas pernas nos meus ombros. lambuzar muito no ápice do teu corpo que se deita na tábua já quente dos nossos movimentos. manjar de reis quando em raínha te transformo no tabuleiro do nosso xadrês, braços que se estendem nos peitos que se encontram, ombro que beijo na busca dos lábios que se mordem, línguas irrequietas nas investidas perfeitas, no encaixe procurado das investidas que não páram.

haddad

Hey mother freedom, what's the matter with you?
Do you remember my name?
Why are you always so cruel?
My boat is in flame down the river
My soul is still cold...
How do you feel when I'm singin' the blues?

Quinta-feira, Julho 15, 2004

frase #3

prefiro a lágrima da derrota que a vergonha de não ter lutado. luto por aquilo que sonho, mesmo na factura duma lágrima derramada.

ui ui

ui ui ui que a areia escalda. foda-se puta que pariu isto. agora também não vou para trás, vou assim mesmo a saltitar. foda-se nunca mais ondinha a bater na areia que se perde na vista. merda pró teimoso não podiamos ter posto as tralhas bem pertinho da h2o. foda-se que só me apetece dizer asneiras, doêm-me as solas dos pés de tão cheio estar. enchi a barriga de misérias em onda que nunca mais acabava. queria todas e perdi algumas na espera da mais perfeita, encontrei a minha na descida mais longa em zigue zagues que cansei a anca no goofy que cismei. mar azul em transparente dos multi coloridos que ainda tentei agarrar, limite perfeito em linha sem erro do horizonte virado ao avesso. sol que nasce onde nós o pomos sem fssst ao fugir mas uaaauuu ao aparecer na onda que vira costas e aquece o back do meu yard. ritmos de ritmos que teimam em batuques de cara pintada com nivea de costas já esfoladas.

Quarta-feira, Julho 14, 2004

humm apenas

de relance em espaço que limita apenas as forças com que te agarro. beijos perdidos pelo teu pescoço com as mãos irrequietas que te agarram e preenchem cada espaço. foda-se para a gramática e puxo-te para mim, sente o meu volume a aumentar enquanto te aperto as nádegas, sim o cú que arreganho e aperto contra mim. foda-se para a ordenação perfeita quando só me apetece percorrer-te com a minha boca o teu peito, sim as mamas mesmo, mordiscando o mamilo e as mãos essas, continuam irrequietas agora no teu sexo, sim a tua cona com os dedos que não param de te roçar no clitóris e de te penetrar a cada instante. quero-te nua, nua agora e mergulhar nas tuas coxas. lábios já humedecidos e língua que não pára de te contornar. tesão, foda e mais tesão que te preenche e procura a posição mais louca na luxúria da paixão. quero-te de quatro, sim de gatas comigo em pé a segurar-te pelas ancas apenas com uma mão enquanto a outra te apalpa o sexo, sim a cona, o clitoris...

Terça-feira, Julho 13, 2004

frase #2

o rio atinge seus objectivos e beija o mar porque aprendeu a contornar obstáculos. eu quero ser o rio!

zás!

tenho tudo na cabeça e queria carimbar para aqui num ápice, com a velocidade do carimbo a estampar o papel. queria escrever em tgv ou num mach qualquer. são vozes que não param nas histórias que são minhas. podem ser de rua com passagem de bmw´s ou fiat´s que me estou a cagar. as vozes não param e as histórias são minhas nas mãos que tocam em toques de hotel que percorro. mar por perto, cheirinho a mar muito mar com ondas a perder de vista. queria um carimbo da alma directo aqui no ecrãn e escrever o que me vai na alma no flash do pensamento. zás vou pró mar.

Sexta-feira, Julho 09, 2004

disparei um tiro

disparei um tiro em vielas escuras, mergulhei na mente em alma que me abraça. suicídio de desperdicios, daqueles que se limpam as mãos em oficina de arranjos de carros. disparei um tiro certeiro, apenas um em culatra de raiva, visões de oriente em incenso de cheirinho sem suporte de cinza. perfume para a alma que inunda o espaço fechado no tiro que fez eco e voltou. alvos que voaram em tiro que os trepassou. voei contigo ó tiro da merda que os pulmões encheu de passas repetidas e olhos em vidraça partida. disparei um tiro na besta em vontade de ir contigo, ó tiro da merda! mortalha da vida em sopa que me borrou os dedos, colou em cola dos dedos que o beijaram do castanho que não saiu. trip e mais trip na viagem que o tiro levou em repentes de emoção, caminhar lento em riso insistente, pisar nenúfares de tão leve estar, mente que voa sem rumo no deambular pouco certeiro do tiro que disparei. foda-se disparei um tiro!

Terça-feira, Julho 06, 2004

ui que pensamentos

ui mas que pensamentos me atravessam nas mãos que te percorrem e desejam. lábios que humedeço e percorrem os seios. mamilos que mordisco e sopro levemente, duros a cada toque nas mãos que os apalpam. excitação no auge em cabelos já despenteados, foder muito, em apalpões que se dividem por mãos já irrequietas. costas que rodo no beijo na nuca que dou, orelha que lambo no murmurrar de tesão ao rubro. fode-me com paixão de tusas que não param quando inclinas as nádegas contra mim. reviravolta de prazer quando sentes o meu tesão na tua boca. sessenta e nove perfeito com a tua cona na minha boca, ritmos que aumentam em trocas de prazer, língua que não pára em dedo que toca e apalpa o teu clitoris. beijos que se trocam e dividem nas virilhas que exijo do clitoris que mordisco. saltos de luxúria quando em mim te sentas, cavalgas-me com força enquanto as tuas mamas apalpo.

Segunda-feira, Julho 05, 2004

o jogo

um dia portugal sonhou que podia ser campeão europeu. muitos riram, acharam coisa de loucos, utopia da mais pura. portugal campeão europeu? nunca. e a frança? e a itália? e a espanha? e a pressão e a ansiedade? não, de todo impossível. mas alguém acreditou; um grupo de jogadores, um grupo de técnicos. poucos mais. o cenário piorou logo na estreia, depois da derrota com a grécia. choveram críticas, mas o grupo reagiu logo a seguir, venceu a rússia, depois a espanha. o povo recuperou o ânimo, a selecção manteve o ritmo e mandou para casa a inglaterra e a holanda. dois candidatos. e o povo entrou em êxtase... até a queda dos anjos frente aos deuses gregos por sinal, deixa lá fomos os primeiros dos últimos o que já não é mau. venha lá agora os primeiros dos primeiros ministros inventar mais um ópio qualquer aqui para a alma lusitana para ver se continuamos adormecidos com tudo menos com eles e as tretas... também deles.

não em qualquer

apetece-me escrever-te e acendi um incenso qualquer. tirei ao calhas mesmo um cd qualquer que puz a tocar. som que invadiu a alma em corpo já livre, fumaça que me prepara uma longa noite de insônia. coração que mostro em peito aberto que atiro, dedos que marcam cada passagem pela alma, massajo o pensamento na visão que percorre os desenhos da imaginação. finjo que vejo tudo numa só razão, persigo o fumo em pinturas de ficção. troco as notas em ritmos de paixão e beijo-te a cada passagem, quero-te no beijo do abraço que te dou, quero-te perto na letra que te escrevo, apalpão que te percorre e abraça no beijo que te dou. umbigo que anseio no piscar de cada olho no beijo do teu seio. xi apertado perdido no teu peito de mãos que te percorrem os cabelos, despenteio-te a cada instante na letra que cai a cada momento. letra na sílaba que embala ao som do cd qualquer e voa no perfume do incenso também qualquer, frases que se formam em receitas de alma no extravasar do pensamento que voa e voa sem parar, desta vez em ti e não num sítio qualquer.

frase #1

a vida é como um livro que deve ser folheado página a página sem se consultar o índice

Domingo, Julho 04, 2004

ai juventude, ai!

é um estado em efeito da vontade. é uma qualidade da imaginação em intensidade. é emoção, é querer, é força da vitória da coragem sobre a timidez. é aventura com vento que vence o comodismo. passam os dias, os anos em corrida desenfreada de corpo que se nota mais velho, apenas corpo que encolhe e mostra já algum desgaste em rugas e cabelos que branqueiam ou desaparecem. envelhecemos de corpo no carrego que transportamos. juventude sempre e nunca quando apenas abandonamos o nosso ideal. os anos enrugam o rosto, renunciar ao ideal enruga a alma. ouve alguêm que disse que se é tão jovem quanto a fé e tão velho quanto a descrença. caminho descalço já em calos de tanto caminhar. já me puz a ler pomadas calicidas para colocar os pés mais novos, aplicavam pensos e mandavam repetir vezes sem conta, limitavam-me o movimento em amarras de momento de pés apenas quietos e calçados, longe de areia e mares de prancha. vou calçado quando morrer. calço a alma no descalço que cismo em correr, quero a emoção no querer da força, quero viver no admirar da maravilha dos acontecimentos da alegria no jogo da vida.

Sábado, Julho 03, 2004

mais uma volta

estou-me nas tintas, caguei de alto e levantei-me no sonho que tenho. força que levanta a cada queda no acreditar do momento. mola que expande e na vertical me coloca na rega que rego a planta que exijo que cresça. sonho grande ou pequeno não tenho fita para medir no repetir a mim mesmo que vou conseguir, vou superar, vou atingir o sonho. é arado que remexe a terra no cultivo da luz, são sementes lançadas ao ar em trilhos de sulcos esgravatados pelas mãos, são sonhos, são ideias, razões ou simples caprichos. é fé na razão da mola que me levanta e me dá força para mais uma volta no estádio da vida. apupos, incentivos, indiferença, palmas, caguei de alto que eu ainda estou em prova nos sonhos que carrego. é coração que bate na acelaração do pressentimento do momento que se anuncia, é fé na vontade que anseio, é o tocar das estrelas em alma que se massaja e repousa na teia da vida, é a planitude do momento. parto em partida com força na corrida que anseio, parto sem tiro na convicção da vida do destino que driblo da volta que expiro.

Sexta-feira, Julho 02, 2004

passo ken? ya!

estou triste, tou vazio em tempo que vem calor, mar e muitas ondas. estranho sentimento em foguetes de pensamentos que daqui descolam. sem bum´s nem catrapum´s chegam lá cima e ficam mudos numa explosão sem luz nem cor. lembro-me dum sermão que ouvi faz tempo e que ainda anda cá a saltitar de neurónio em neurónio. estoura para aqui em ruídos mudos, em sons estranhos, em vontade de correr feito um louco para chegar lá bem mais depressa. era um homem qualquer que questionou deus acerca dum erro na sua criação, para ele não tinha nenhum sentido mesmo o horizonte, não fazia sentido dar um passo em frente e o horizonte se afastar um passo. não percebia a vantagem em dar dez passos e o horizonte se afastar dez passos. não fazia sentido e questionou deus acerca disso mesmo. deus apenas disse que era para isso mesmo que servia, era para fazê-lo caminhar. porra eu caminho com força e caminhei em enlaces que me puseram triste. africa que me chama em tambores que se tornaram estranhos, lamu na onda sem vontade e preso em horizontes mais perto que longe ficam no passo quieto da espera em esperança de horizonte que foge, mesmo sem passo.

Quinta-feira, Julho 01, 2004

estou cansado

para aí uns seis s. joão, para aí... tanta festa em multidão de união, tanta buzina e romaria, tanta confusão. viva portugal que eu estou cansado e não quero a página na sombra no meu descansar do sofá, quero ver a página toda no emaranhado das letras negras sobre o fundo branco, puro e repousante para a vista. não quero a sombra sobre a página que leio, quero o descanso da vista e ver tudo uniforme, certinho, direitinho e seguir cada linha com a ânsia de comer a história toda. quero que seja num ápice, rápido e conciso o pousar dos ossos nos músculos que os suporta e agarra no prazer da leitura. grande portugal em mais um s. joão, grande portugal de braços dados com o povo em nação pequena mas de uma enorme alma. estou cansado e quero a página no auge, no esplendor de luz da história que me vai contar. chiuu que quero o som das letras a embalar a alma. chiuu que quero a dança da frase no despentear da mente. chiuu que quero arrumar as estantes do pensamento.