Quarta-feira, Junho 30, 2004

zigue zagues

perdi a cabeça faz tempo mas ainda não a pintei de louro, ou será loiro? ok digo loiro mesmo na tua resposta em jeito de não. sigo em pergunta de sábio no lugar perdido que acabei por ter de encontrar. dia que passou em zigue zagues de coração que desperta e toca em suores de correria desenfreada. beijei o minuto no segundo de apalpões repetidos pelo palpitar do stress. corri como um louco em escarpa tresloucada, espiral de negócios em braços de ferro de euros sem professor de coração com caneta em coçar de cabelos. lições de brancas em copos de conhaque cheios de frize de glória. troféus de corações transladados de relatórios em apenas números. prateleiras de memórias em fotografias de jovem de bengala e cartola em mais um número de coração apenas arrancado e colocado a bombar noutra costela qualquer, rodas da ciência em corpo que não me pertence na cabeça que perdi faz tempo mas na alma que fica faz tempo em mim. negócio frio, gelo como o número de dador que sou em apenas mais um algarismo compilado num outro em apenas sim eu sou!

Terça-feira, Junho 29, 2004

queria mesmo

foda-se queria escrever como a guitarra de knopfler, a voz de sinatra ou o pincel de michelangelo. foda-se queria acabar de escrever e sentir-me vazio, sentir que explodi e nada mais ficou e tudo ficou para aqui bem espalmado. pintado, cantado ou tocado estou-me nas tintas mas queria esporrar-me pela alma, sentir o climax da frase na ordenação perfeita das palavras. procuro na procura da fórmula perfeita na frase em concílio, quero o extravasar de tanto transbordar, quero o derramar de tanto entornar e ficar saciado da sede de ter o orgasmo perfeito na leitura repetida que não consigo fazer. procuro na procura do escrever sem parar, sem respirar no tempo que parou no instante seguinte em assaltos na alma. dedos que aceleram despreocupados de radar, sem limites de velocidade, alma que transgride qualquer sinal no desrespeito por moral. foda-se queria escrever como a guitarra de paredes, a voz de mariza ou o pincel de josé malhoa.

humm na varanda

beijados pela lua em sol que foi faz tempo. estrelas que nos tocam em gemidos que trocamos. parapeito que segura as tuas mãos quando as tuas mamas beijo nas mãos que não param de te tocar no apalpão esfomeado. varandim que nos segura no comprimir dos nossos corpos. beijos que não se contam como também não conto as estrelas que olho quando me beijas o sexo. despenteio-te a cada instante no crescendo do meu sexo em costas que dobram no teu encontro. de joelhos caio quando te sento e nas tuas coxas mergulho, língua que não pára na foda que nos remata e trespassa. fode-me no grito, fode-me com força que estou enorme em tesão no arrepiar do caminho. beijo-te o pescoço com os meus dedos na tua boca, percorro-te no beijo aceso nas luzes que apagamos. lua que ilumina o contorno das nossas silhuetas quando os nossos sexos se tocam, pernas que me envolvem, agarram e comprimem quando entro devagar no ímpeto de ti. fodemos na lúxuria do prazer em noite apenas como manto. dia em alma nas investidas que não param e insistem na mudança de posição, as tuas costas no meu peito, as minhas mãos nos teus ombros no membro que te penetra vezes repetidas no orgasmo que se anseia da lua que nos espreita das estrelas que nos enfeitiçam.

Segunda-feira, Junho 28, 2004

janelas da janela

abri a janela toda até trás, deixei entrar o sol e a brisa da manhã. amei o dia na sensação do parar no tempo, levitei por entre os raios do sol e então até logo, volto já, volto logo na escuridão da noite em céu salpicado de estrelas. queria ser cigano para ler a sina na escala do tempo. queria ser gigante para dar passos enormes na medida da distância. esqueço o movimento do parque em verde lilás, esqueço o tempo na fuga em frente. corro em cronómetro alterado na corrida contra o tempo, queria parar em desacelaração por completo. esticar o cinto de segurança em esticão de sentimento num stop brusco, sentir o abanar do pescoço em estalidos de lembrança. parar e pronto estacionei a alma em berros de apenas parar. queria o chiar dos pneus com cheiro de borracha queimada em marca no alcatrão, queria o berro com cheiro de maresia em descanso da alma.

dia e noite

estou cansado de dia em braçadas contra a maré, perdi-me no sofá em zapping´s de polegar no saltitar de ecrãns. a noite pode acabar e que venha o dia que eu sou pardo, moreno, amarelo ou o que quiseres. sou apenas uma estação em paragem no teu caminho. noite fria, quente, morna, chuvosa, estrelada ou seja como for. sou apenas um apeadeiro na tua breve paragem. escuto o respirar na curva do teu corpo, despenteio cada segundo agora que estás para aí quieta. moro perto, moro em mim com as pernas que me saltam a cada rótula do ímpulso no passo que se alarga em margem do instante na palma da tua mão. solto o tear de algodão em mãos de tecelão na paragem que breve não se tornou. como dia em noite da estrela que espreitou a criança que mora em mim e no avião da alma que não pára, sem stop no apeadeiro que espero. passagens de ida sem volta no retorno do momento que passou, que foi sem parar, sem dizer adeus. soldado como armadura da criança que escondo, lágrimas no sorriso da tua breve passagem em aceno de confetis em tons de azul... bébé!

Domingo, Junho 27, 2004

crocodilos e camarões

já viste que um crocodilo nunca coloca a língua fora da boca e os camarões têm o coração alojado na cabeça. dá que pensar ainda para mais que o meu coração fica alojado algures entre os pulmões bem dentro das costelas, foda-se não consigo lá chegar. a língua essa com um pouco de esforço até quase que a consigo visualizar, um pouco de trocar o olhar e quase mesmo que a foco. queria tocar o coração e ver a língua quando me farto de falar. penso calado no crocodilo e lembro-me de facto no camarão, sei que as mais belas palavras estão escondidas no olhar. mas porra para quê chorar por ter perdido o sol se as lágrimas não me vão deixar ver as estrelas. queria tocar o coração e ver a língua a falar sem parar. teclo na tecla que comprimo, teclo sem fim na vontade que me dá, hora que parte, segundo que bate no momento seguinte e a porcaria do crocodilo não me foge da mente, olho o céu e lembro-me que o porco jamais conseguirá fazer o mesmo. ufff valha-me isso e acabo mesmo por achar estranho o estudo que diz que para fazer um par de sapatos em couro de crocodilo são necessários dez, para uma bolsa dezoito e para uma carteira quatro crocodilos. foda-se eles são assim tão pequeninos? vá lá que eu consigo colocar a língua de fora...

Sábado, Junho 26, 2004

la laa laaa

la la laaa la la la laa laa laaa la la la laaa la la la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la la laa laa laa la la la la laa laa laaa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laa laa laa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa la la la laaa laaa laaa la la laaa la la la laa laa laaa la la la laaa la la la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la la laa laa laa la la la la laa laa laaa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laa laa laa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa la la la laaa laaa laaa la la laaa la la la laa laa laaa la la la laaa la la la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la la laa laa laa la la la la laa laa laaa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laa laa laa la la la laa laa laa la la la laaa laa laa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa laaa laaa la la la laaa la la la laaa laaa laaa

merda pró email

possa até vinha com vontade escrever mas porra pá receber isto quinhentas vezes... por favor eu até ponho aqui mas parem lá com essa merda.
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Sexta-feira, Junho 25, 2004

humm satriani´s

embora lá surfar comigo, pode ser ao som de satriani em surfing with a alien. onda que foge e não te agarro, ilha perdida em oceano já conhecido, beijo no sorriso em decote transviado no mar e mar apenas com volta envolto no teu umbigo. beijos perdidos no meu não canto mas toco a alma na ânsia do teu abraço. umbigo que não pára em slideshow de imagem que se muda. braços que se estendem e entendem a música que toca, tesão que me controla no ímpulso da medida que me muda. pego-te ao colo em guitarra que não pára, rodopios em vertigem por borboleta que não se apanha. danças de ioga em suporte de mente, corpo que excita em carne já fraca. apalpões que não param em língua que estremece a cada momento, pele em pelo que percorro em procura do teu beijo. adrenalina que toca e não pára num vai e vem constante no teu umbigo como fundo e em fundo entro no deambular terno e ritmado em ti com satriani de fundo em terranova na faixa seguinte...

somos bons!

foda-se puta que pariu caralho só me apetece mesmo dizer asneiras perante tanto portugal. fodasse somos fantásticos caralho. nem ligo a futebol mas caralho pá tive mesmo que vestir as cuecas verdes e saltar feito um louco pois quem não salta é bife. a cerveja ficou choca no olhar que repousava lá bem ao fundo, na linha para lá das ondas e bem delimitada pelo rectângulo de jogo, que emoção caralho. sinto a cabeça tão louca em baralhação tão grande por ver um país inteiro que parou e fartou-se de saltar mal o guarda redes marcou golo. foda-se foi lindo o hino e as cuecas todas verdes, comprei a bandeira caralho! saltei feito um tolo e estou mesmo a flipar já sem forças para mergulhar em repouso tamanha é excitação. portugal ao rubro e eu que fugi na primeira aberta para me sentar para aqui a escrever na ânsia de que chegue depressinha o cansaço e, me atire para o lençol. senti orgulho colectivo, estava já farto do meu indvidualismo, senti portugal roncar em suor e lágrimas, senti vibrar a alma de portugal. perdi o olhar no ecrãn, não perdi pitada, adorei o escudo, adorei o amor, beijei a união, amei o segundo, perdi as cervejas que não paravam de rolar, ganhei o momento, ganhei os saltos, ganhei as cuecas verdes que me foderam as virilhas, ganhei portugal, ganhamos portugal!

Quinta-feira, Junho 24, 2004

caguei de alto

a trote em galope do ritmo que insiste no passo. aviso de tempestade em nada a temer. apenas vento com chuva, apenas trovoada de gritos mal ditos. sermões de outrora em rituais de guerra por entre palavras que espumam a ira. aviso de tempestade nas mentiras que se formam dos sacramentos que se revelam. grito alto com bandeira em punho, pulmões que esvaziam na força que aumenta. punhos ao alto, hinos que se cantam, leis que se matam em orgias de frases por fazer. de trote a galope em correria desenfreada na tempestade que persegue, furacão sem nome de falso ritual, esporas que dilaceram cada queda na terra seca da chuva que já aí vem. vento pela frente no mergulho do galope. quero a brisa do mar, quero a paz no horizonte, prefiro o correr descalço pela areia molhada da onda que acabou de beijar. procuro a brisa e o sussurro do mar, mergulho fundo no ritmo da maré, repouso na onda na espera da mais perfeita, procuro o pico no remar calmo. lá vem ela, calma e serena sem trote nem galope mas apenas onda que teimo em apanhar. brilho que cresce na onda que aumenta, posição no momento certo, no lugar ideial, braçada forte em elevador que me eleva na paz da natureza. golpe de rins no pico e descida diagonal no apalpão da parede em toda extensão de ti, onda de prazer sem trote no galope que insiste no passo.

sem hífens

apalpote vistote desformatote conduzote inclinote mordote ajoelhote sintote passote abraçote gemote lambuzote adorote tocote piscote deliciote chupote roçote fodote surfote almoçote saiote saltote deitote arrepiote achote tapote levantote baixote pegote sentote rolote embrulhote lanchote apertote gostote beijote telefonote amote lançote fotografote cortote percote encolhote apareçote rodopiote enterrote mastigote salivote jantote introduzote transpirote rebolote sintote esporrote falote micote comote virote caputote leiote despenteiote lambote dispote agarrote penteiote suote bolinote pintote mordiscote palitote ultrapassote cavalgote montote enrolote encontrote destapote viajote imaginote sonhote regote formatote cresçote dobrote plantote revelote mostrote escrevote elevote ceiote carregote olhote admirote trincote querote penetrote fujote acariciote masturbote jogote bebote passote saboreiote navegote segurote forçote encostote

Quarta-feira, Junho 23, 2004

humm no sofá

alcântara que cola e desliza no sofá em almofada de prazer enquanto te beijo na carícia do teu sabor. braços que se estendem nos corpos que se entrelaçam e comprimem, abraço-te com força perdido nos teus lábios. textura que se apaga na pele que percorro, comprimentos que desaparecem no apalpão que não pára. mãos irrequietas em dedos que te procuram no encontro de cada pedaço em ti e nas roupas que desaparecem a cada instante. esvoaçar de movimentos em sincronia perfeita, saltos que se movem e tremem no roçar de sentimentos. sofá que cresce cada vez que te beijo e sinto nas pernas que saltam cada encaixe perfeito, suor que cresce nas gotas que trocamos. fluídos ao rubro em mentes já preversas, palavrões que se soltam no sussurro ao ouvido, orelhas molhadas em cabelos já despenteados. quedas vertiginosas de prazer no auge das danças já ensaiadas de sofá já curto para os nossos bailados.

Terça-feira, Junho 22, 2004

um prisioneiro não!

corro no ritmo do respiro de quem não quer ser apenas prisioneiro, livre no esvoaçar, livre no pensamento. apenas o esqueleto me aprisiona. grito alto a cada suspiro na vontade que sinto em explodir a cada instante. exijo não ser apenas mais um número, sou um homem livre em cada desafio, em cada lembrança. pensamento que voa no momento, alma que cospe em cada instante, espírito que não cabe no corpo que teima em ser albergue. estalagens da alma, pousadas do pensamento em estrelas que não tem numérico nem tão pouco cartão de visita, apenas sou livre na constante do momento. grito alto em peito que explode, em coração que bate forte no rappel da vida. respiro na luta do correr do mundo, quebro paredes e silêncios do passado no escape da escrita. com rateres ou em combustão perfeita mas apenas desalmado em correria desenfreada por entre teclas que em ginástica de dedos espalho o que me vai na alma, quebro vidros e deito abaixo muros, um prisioneiro não! que sou livre e o sangue que me corre é meu. sei para onde vou... lá fora.

Segunda-feira, Junho 21, 2004

não vale não

não e não em o porquê do não. apenas cuidado com a palavra não, negação em frase que saiu em repleto, saiu rápido como gatilho que se aperta e dispara. não! sem resposta, nem vale a resposta com o não, soa categórico no cromo que tomba, no golo que entra, na volta sem volta a dar. o não existe apenas na linguagem e não na experiência. não quero não e lá veio o não em bailado de não quero, afinal foi não o não em apenas não. não quero mais não e prometo não ter não no cheque que ainda não foi mate. chega de tanto não, seja ele não pela resposta ou não pela simples afirmação de já não querer mais não. chega! pera um pouco, respira e pensa, enche o peito de ar e pensa noutra coisa que não seja não. dizes não perdes, por isso mais vale respirar e contemplar as nuvens que formam figuras engraçadas. olha aquela, é a crista dum cavalo em raiado dum azul celeste fantástico, vês? ohhh que pena, procura então a estrela da minha constelação que em tempos colei lá um post it daqueles bem amarelos e deixa a janela do quarto aberta para que a lua te possa dar um beijo de boa noite e o anjo que mandar possa vigiar-te. já sei que ele vai voltar rapidinho pois um anjo nunca pode vigiar outro anjo.

Domingo, Junho 20, 2004

bandeira que estás à janela

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bonito em cada janela, parede, carro, etc uma bandeira... bonito e na verdade uma alma portuguesa fantástica e digna do grande povo que somos! mas pá porra, caralho, fodasse fazerem dos nossos sete castelos uns fogareiros de assar castanhas, uns pagodes chineses ou lá o que é aquilo é que não! bandeiras sim mas bandeiras de portugal caralho! força portugal que até os comemos carago!

Sábado, Junho 19, 2004

humm na whirlpool®

roupas que se insiste em não lavar em programa já gasto e repetido. insistência na centrifugação quando te sento em cima e te beijo, máquina que treme em insistências da minha boca no teu sexo. tesão como baralho que se baralha no toque da minha mão, foda intensa e ao rubro no sabor que me escorre pelo queixo, máquina que não pára, centrifugações de prazer no auge quando te mordisco os mamilos e te despenteio no rodopio do meu sexo que te entra, máquina que não pára de torcer nas investidas que nos levam. abanões fortes das minhas mãos nas tuas ancas em caralho que entra e sai em ritmos loucos na sintonia da máquina de lavar que lava e lava enquanto entro e saio tentando acompanhar a tremideira que me consome e excita. suor que corre e escorre, cabelos que puxo e empurro entre gritos e gemidos misturados com espirais de movimento em tambor de aço em aço de apenas inox. whirlpool no limite em contagem para secagem e nós tão húmidos em liquídos que nos escorre e transcende na foda que não pára e cresce em turbilhão. mãos que se mexem e remexem em pernas que me envolvem e crescem, fervor que não pára na máquina que nos sacode e na foda que nos envolve e cresce.

Sexta-feira, Junho 18, 2004

humm na cama

apenas suspiros do zapping das minhas mãos pelo teu corpo, vontade que cresce em cada toque em contactos que crescem e aumentam. turbilhão de emoções, carne que se aperta, dilata, contrai e morde. apalpão que não pára e cresce em tsunami perfeita no bailado mais forte dos meus lábios nas tuas mamas. lençol que estorva e desaparece no primeiro descair dos meus lábios para o teu umbigo. cabelos que se enrolam nas tuas mãos e me empurram mais para baixo, respiração que cresce e fodemos com ardor nos dentes que se cerram. ápices de tesão com as tuas pernas nos meus ombros no choque dos nossos sexos. vontade que cresce e entra, vontade que aumenta e te enterra toda até ao fundo, vontade que não pára nos ritmos que aumentam.

Quinta-feira, Junho 17, 2004

em jc

procurei faz tempo, passei montes de tempo na tua procura, não sabia onde estavas. olhava em meu redor, olhava o infinito e não te via, nem mesmo atrás da mais escondida pedra, no virar de cada esquina, chegava mesmo a questionar-me e pensava comigo mesmo: será que tu existes? não me encontrava na busca e prosseguia. tentava te encontrar nas religiões e nos templos, nos comicíos e nos cafés, nas raves e nos bares e tu não estavas. remexi livros, cliquei em páginas, zappings que não paravam e não te encontrei. senti-me só, abandonado e sem rota para seguir, apenas perdido sem te encontrar. descrença que venceu na procura teimosa e na ofensa caí, na fraqueza da queda pedi a mão amiga que ouviu o meu sos sem tons de morse. veio o carinho na mão amiga da festinha pela testa, o sopro de brisa leve e sentida como cerveja em dia de calor. horizonte que se estendeu para lá da linha no teu indicar de caminho. tshirt que comprei para o cair da noite em palavras mansas contigo na thirt desenhado.

Quarta-feira, Junho 16, 2004

bed of roses

ainda ouvi algumas vezes, umas três e fiquei-me pelas primeiras frases... não tive pachorra de ouvir e ouvir em efeito de tradução, fiquei nas nove frases, nas primeiras nove após acorde que me embalaram e adormeceram a mente. fiquei apenas pelas nove, pelas primeiras sim... de jon bon jovi.
acordo de manhã
e levanto minha cabeça cansada
tenho um casaco velho como almofada
na terra que foi cama de ontem à noite
não sei para onde vou
só deus sabe onde estive
sou um demônio a correr
um amante de armas de seis tiros
uma vela ao vento

Terça-feira, Junho 15, 2004

ahh que vontade

ahhh que vontade tenho em escrever feito um louco e transcrever os ímpulsos que por aqui descolam. caneta que já não escreve em teclado que se farta de martelar. letra após letra em composição no espaço da tecla maior no horizontal de mim. letras que afogo no ápice da confusão. orgias em abecedário de letra crua ainda sem tempero, sal que atiro em pimenta que polvilho. colherada na boca como sentindo o sabor da frase já escrita. maldição da distância por caminhos transviados, tgv´s de pensamentos que passam e não agarro no congelar da letra na composição da frase. ahhh que vontade eu tenho de poder congelar o momento no trespasse da distância. ahhh que vontade me explode em ser apenas dados que por um scanner qualquer fosse. ahhh que vontade eu tenho de voar como o falcão e saltar montes e vales. foda-se para isto e dispo-te no ápice da minha ânsia, beijos que te afogam nas mãos que te sentem e seguram. cabelos entrelaçados nos dedos que te tocam, na língua que te persegue. lábios humedecidos com a tua saliva que pelo teu peito percorrem cada sulco de momento. sabores transladados por bocas trocadas no beijo que te lambuzo, nos beijos que nos saltam a cada instante. ahhh que vontade me revolta e me coloca louco...

Segunda-feira, Junho 14, 2004

tantos i´s

...sorriso como um sopro, como um fluxo, como o sono na dança do sonho em princípio de conexão ligado ao invisível. coisa inexprimível na ciência imperceptível e casualmente conectível no nada invencível. simplicidade da forma em completo do acto que transmite. sorriso...

sem título

corri feito um doido, queria as letras que me aconchegam. ainda respiro em sobressalto em messenger que teima em não abrir. decoro letras de outrora em poente da cor do passado, cores que me inalam a mente num sépia quase sangue, dedos que tremem num olhar sonolento, ecrân que reflete e transmite as pancadas neste teclado já gasto. caneta que se esqueceu no papel que se poupa nas árvores que me fazem sombra. olho para longe, olho este horizonte perdido. meia dúzia de pedras tombadas no xadrês do tempo, saudades do espaço nas trocas perdidas dos dedos na alma. toco-te perto de tão longe estares no sorriso da palavra, psst no cheiro e um chuack no toque. tempo que não perdoa e voa feito um abutre na espera da minha queda. força que resiste em manto de glória. saudade em xaile negro de esperança, vontade no toque em mãos que tremem no respiro mais calmo, beleza que dói quando a retina apenas reflete o que o coração acabou de inventar.

Domingo, Junho 13, 2004

humm na praia

danças que ocultas se tornam no sol que pelo mar se esconde, visão que contrai no rodopio do pensamento. onda que vem e se esbate, beijo que te dou no click da tecla com imagem 16x9 que a alma me trespassa, abraço que rebola na areia já molhada pela onda que se foi, psicadélico no trago do fumo e pulmões que se prendem no silêncio da maré. corpos que rebolam na azáfama do calor e beijo-te no momento, beijo-te em braços nas pernas que se enrolam. areia que prende e alerta o mais pequeno pedaço, calções que saltam no bikini do momento e cabelos que voam no despentear da onda que rebola e beija a areia quente dos nossos corpos. laranja em sol no vermelho dos nossos corpos na água que aquece na fusão dos sentimentos. noite que cai em estrelas que encontramos, lua que nos toca em beijos que nos encontra.

Sábado, Junho 12, 2004

Será demais pedir a taça?

tem pinta, tem muita pinta aqui a letra do hino "não oficial" para os nossos tugas... por isso dá-lhe com força, com a força toda, dá-lhe gás! que de letra estamos todos cheios, fartos e... força! força portugal!

---Está tudo pronto? Dá-lhe gás!
Três, dois, um, vai arrancar
uma espécie de hino em versão popular
sem essas coisas de mão no peito e ar pesado
Em 2004 o campeonato vai mudar o nosso fado
do coitado, do comido
Porque é que o país se queixa do que podia ter sido?
Mas nunca é. E a culpa nunca é nossa
é do árbitro, é do campo, é de quem nos deu uma coça.
Chega. Queremos mais, é um murro na mesa.
Um grito do Ipiranga em versão portuguesa.
Porque até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase fizemos…
Mas porquê quase? …Passemos à próxima fase.
Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!
O conceito é muito simples: não desistir.
Mas será que é chato aquilo que acabamos de pedir?
É chato agora, acreditem no que digo:
nós jogamos em casa e contamos com o Figo,
o Rui Costa, o Deco, o Simão e o Pauleta.
Razões para querermos muito mais que um lugar que não comprometa.
Será de mais pedir a taça?
Nada que um adepto com o mínimo de orgulho não faça.
Bonito, bonito, é dar o litro,
É não passar a vida a pôr culpas no gajo do apito.
Vá lá gritar noventa minutos, cento e vinte, o que for
do princípio ao fim, por favor.
Vamos lá, afinem-me essa voz
No fim, só ganha um… e temos que ser nós.
Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!
Joga mais!
Sua mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!
Nem custa tanto assim imaginar a vitória
no fundo, é só uma soma de momentos de glória.
Era bonito… Um abraço aqui, um abraço ali…
Abraço toda a gente, abraço quem nunca vi.
Vamos lá transformar isto numa grande festa
Sem pressão, Selecção, és a esperança que nos resta
Por isso, escuta: não te esqueças que a sorte protege os filhos da luta.
Não nos levem a mal a exigência
Mas p'a empates e derrotas não há grande paciência.
Queremos mais, muito mais, menos ais
Scolari, já vimos do que cê é capais.
Cê sabe que para ganhar é preciso ter fé.
E a bola no pé.
…querem mais?
Então vamos lá outra vez
Quem não salta, não é português
Sempre com o desejo de cantar na final
"levantai hoje de novo o esplendor de Portugal".
Tudo a postos,
vamos ter fé uma vez na vida
e acabar o europeu de cabeça e de taça erguida.
Se temos saudade, temos vontade, temos saúde, temos atitude
Se temos tudo, de que é que o português se queixa?
…Era esta a vossa deixa.
Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!
Joga mais!
Sua mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!---

em degrau

respiro, vivo no aprendo na subida que subo. degraus da consciência, degraus que subo. páro, desço e elevo a perna para mais um degrau. luta no objectivo na ajuda da ciência. chama que transparece. vivo na subida do aprendo em degraus da alma. chama que reluz, chama que resvala na mente, chama que se acende e se apaga no momento. face que se beija em figura do horizonte, legendas de guitarras, sons do além em regras sem manual. boletim sempre à mão em respiro no vivo que aprendo na subida que subo. letras que se trocam em ápices de momento. arenas em tangente de mente já viciada, dados que se trocam no vivo que se faz tolo. fase lunar em audiência de vivos que eu apenas respiro no vivo que aprendo na subida que subo na descida da vida. nasci vivo no ventre que saí e para a morte caminho nos degraus que subo em algumas descidas subtis. respiro no momento, escrevo na hora das guitarras que dedilho, dedos que se cruzam no raspar do aço frio, memórias que me trespassam no acorde mais fino. distorção do momento em apenas melodia no sabor deste segundo que vivo no aprendo da subida que subo... ou desço.

Sexta-feira, Junho 11, 2004

:)

psst e um olá
buuu e um susto
chuack é um beijo
e xi é um abraço

gosto-te

porno(cali)grafia

beijo-te a boca e deslizo para o teu pescoço, mãos irrequietas que o teu corpo percorrem, queda vertiginosa nas tuas coxas no beijo da tua virilha, chupo-a enquanto um dedo te roça o clitoris e língua que entra e te penetra. vontade enorme em subir com os meus lábios até ao teu pescoço no dedo que te comprime o clitoris enquanto a língua entra e sai do teu sexo, na tua cona. apalpo-me ao mesmo tempo que te lambo, que te saboreio a cada instante. masturbo-me e sinto-me enorme na subida num ápice até aos teus lábios. língua que persigo e mordo, piça que te toca e roça no teu todo, na tua cona. beijo-te o ombro e entro bem devagar até ao fim. colhões que te chocam, que batem em ti nas investidas que nao páram. bem que não pára em vontades aleatórias, viro-te de costas na saída repentina, coloco-te de gatas e beijo-te as nádegas, mordo-as comigo de joelhos atrás de ti. entro com um dedo, humedeço-te a cona e entro com a minha piça que lateja por em ti se esconder. seguro-te pelas ancas e entro feito um doido nessa tua cona húmida e quente, ritmos que aumentam a cada precisão do momento, folgas que não existem em movimentos de luxúria, fodemos como loucos na transpiração que não pára até ao fim deste momento.

Quinta-feira, Junho 10, 2004

papel rei

corpo que embala e se afoga na multidão do tempo, espero na ânsia da espera que teima em ser apenas espera. sombras que não contam histórias, tempo que me amarra e onde os pássaros engaiolados cantam. jardins de histórias e olhar na janela em reflexos de apenas eu na espera. tempo que volta e torna na volta que os ponteiros marcam. relógios atrasados em ritmos lentos tal é a minha ânsia de correr feito um louco. felicidade por algum momento, tempo que se engana no trago do gole áspero e frio, olhar longínquo na vontade de estar onde apenas não se está. faca na garganta, nó que amordaça e aperta o caroço de adão. sorriso em apenas contrato de sobrevivência na hora de assassinatos por ritual num homicídio por lucro, vida que corrói a cada instante na correria desenfreada pelo parecer bem quando se morre nas ruas em vez de na cela escura. papel que é rei e objecto de mandarim, papel que manda e desfolha a alma no comando perfeito de marionetas do tempo em azáfamas de horas cada vez mais curtas, cada vez menos tempo em mais tempo para sermos menos tempo mas sempre na espera.

Quarta-feira, Junho 09, 2004

com tupac

has oido de la rosa que nació de una grieta? probando que las leyes de la naturaleza son falsas, aprendio a caminar sin tener pies... parece gracioso, pero manteniendo vivos sus sueños, aprendio a respirar aire fresco. que viva la rosa que nació en el concreto! aunque a nadie más, le importó, jamás.

pierot

rir é fácil,
todos rimos!
chorar?
choro sozinho!

humm na banheira

saio do chuveiro envolto em toalha de letras, foi água que escorre pela tua pele ao sabor da gravidade, em lento como lento é o toque dos meus lábios nos teus seios. mão que te percorre em cascata dividindo o toque pela água que por nós escorre. abraço que lagos cria nos côncavos dos nossos enlaces. barulho em cataratas misturados com beijos já ofegantes de corpos molhados e ávidos de prazer sem limites. chuveiro que não pára assim como os nossos corpos na precisão do momento, viro-te de costas para mim e os teus braços estendo em direcção ao chuveiro, quero que o líquido escorra por ti e me sintas nas tuas costas com beijos salteados em prazer ininterruptos e... beijo na nádega com leves mordidelas na dobra para a perna, masturbo-me ao mesmo tempo que te beijo e suor que se envolve na água que nos percorre e cai sem aviso, sem aviso também te beijo a nuca e o meu sexo nas tuas nádegas encosto, enorme, duro enquanto te apalpo os seios. chuveiro que não pára de jorrar e movimentos que se misturam na chuva que nos envolve. inclinas-te para a frente enquanto te seguro pelas ancas, entro em ti devagar saboreando cada momento, cada pinga, cada toque que me percorre. entro todo, até ao fim e páro quando as minhas mãos te percorrem e repousam nos teus seios com o meu peito encostado nas tuas costas, chuva que não pára de cair na minha queda todo e em todo em ti.

borbulha que borbulha

borbulhar em borbulha de prestes a explodir quando qualquer coisa parece chamar. eco que entoa, calor que rebenta em loucura eléctrica na noite já quente. copos em viradinhos do minho e olhares que se cruzam cúmplices de ménages já montadas. calor que aumenta como rio que corre para o mar, queria deixar-me ir pela corrente sem correntes que me amarram, apenas ir e ir até ao mar. fúria intensa na temperatura que aumenta a cada grau que se eleva, fora de controle e prestes a explodir, carne que é fraca em colisão iminente, ondas de choque. rio revolto em serpentear por pedras e rochas que desce o mais alto monte, que cai no mais íngreme precipício, leva-me contigo, faz de mim o teu átomo, dissolve-me na tua molécula, arrasta-me e leva-me no teu frenesim mais puro e deixa-me ser apenas mais um acorde na tua melodia. rio que vai e corre sem parar em direcção ao mar, leva-me contigo no rapto da consciência, pega-me e leva-me com força, rebola-me depressa que esta borbulha que borbulha esta prestes a explodir.

no rules

great scotch! bebi como um camelo e estou tonto, vejo o teclado a dobrar e as cores disformes. flutuo ao ritmo dum cd qualquer, parece-me jazz, tirei ao calhas da bolsa de vinte e quatro acho eu. pera vou contar. não é melhor não, não conto acho que me perdia na passagem do nove para o dez, detesto contar números quanto mais páginas neste livro com fecho de correr que guarda quatro cd´s por folha. não afoguei as tretas que por aqui andam, estou a tentar ensiná-las a nadar. mergulharam de cabeça no primeiro copo sem gelo e continuaram por aí fora já on the rocks, perdi a conta aos copos que entornei goela abaixo, arroto fresco em seco já de garganta. estou com grão na asa, grão? grão nada deve ser é uma enorme turbina em cada braço, tou com o gás todo e só me apetece mesmo é disparar uma série de morteiros. é jazzanova, descobri o som que puz feito um maluquinho antes mesmo disto arrancar. nada bruços a alma, nada devagar e saboreia cada braçada, molha apenas a testa deixando o couro cabeludo bem do lado de fora, a apanhar o solzinho da lembrança. tá lento isto, é melhor virar de costas, lançar bem atrás o braço e contemplar as estrelas por cada braçada que dou. xiii olha aquela que brilha tanto, é a midway, é a minha, está toda lá a rir-se para mim. quê? são duas? já pisco os olhos e realmente já vejo a dobrar. vou mas é beber uma água e ver se isto assenta, mudo para croll, croll? é assim que se escreve? que se lixe vai mesmo assim e acelero para o ponto final disto.

Terça-feira, Junho 08, 2004

humm na cozinha

estamos no ponto entre panelas ao lume de corpos já suados por toques de olhares cruzados nas especiarias de sedução. beijos que voaram quando te peguei e na banca te sento no tocar do corpo que todo ele é polvo, todo ele tentáculos que nos prende e chupa na sofreguidão da paixão, na loucura do chef du cuisine. ementas de luxúria quando mordo os teus seios e as minhas mãos percorrem as tuas ancas. chego-te para trás de encontro ao granito frio do beijo no umbigo, lábios que deslizam de encontro ao teu ventre e língua que persegue o teu sexo na procura pelo beijo repetido que dou e na língua e lábios que te preenchem. pernas que me envolvem no pousar nos meus ombros e beijo que entra e sai vezes repetidas na ânsia dos teus lábios. boca que percorre até ao teu pescoço com pausados beijos em pauta de músicas de embalar. sexos que se tocam quando as tuas ancas se chegam para mim. seguro-os com força no primeiro toque. deslize devagar, saboreando cada milímetro de prazer na altura que preenche cada pedaço de ti. torneira que abro, que viro para ti, sarapinto o teu peito com leves gotas de água comigo a entrar e a sair de ti bem devagar, alturas que viram rebuliço quando o ritmo aumenta entre os corpos molhados, suados, despenteados no extâse dos gemidos que aumentam.

Segunda-feira, Junho 07, 2004

teste a abraão

...deus disse a abraão: mata um filho teu para mim. abraão diz: pá, deves estar a brincar comigo. diz deus: não. diz abraão: o quê? deus diz: faz o que quiseres, abraão, mas da próxima vez que me vires chegar é melhor fugires. abraão pergunta: e onde queres que essa matança tenha lugar?... pela segunda vez o anjo falou com abraão e disse: não negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra. obedeceste à minha voz.

(des)penteio

despenteio a alma despenteias despenteia despenteamos despenteais despenteiam despenteara despentearas despenteara despenteáramos despenteáreis despentearam despenteei despenteaste despenteou despenteámos despenteastes despentearam despentearei despentearás despenteará despentearemos despenteareis despentearão despenteie despenteies despenteie despenteemos despenteeis despenteiem despentear despenteares despentear despentearmos a alma despenteardes despentearem despenteado despenteava despenteavas despenteava despenteávamos despenteáveis despenteavam despentearia despentearias despentearia despentearíamos despentearíeis despenteariam despenteasse despenteasses despenteasse despenteássemos despenteásseis despenteassem despentear despenteares despentear despentearmos despenteardes despentearem despenteia despenteie despenteemos despenteai despenteiem que eu vou despenteando a alma

Domingo, Junho 06, 2004

será que importa

pouco mais importa e apenas vivo em respiro, não me importo com as cores do mundo, não me importo com os rótulos da vida, não me importo com as somas correctas, não me importo com as classificações impostas. apenas vivo e quero viver o destino que me trouxe até estas praias. vivo na falésia bem perto do abismo, sou único, sou eu e que me importa se é certo ou errado, sinto-me bem na couraça que carrego. vivo no momento, vivo no expontâneo da verdade, vivo no ímpulso da pleura que me extravassa. santo ou pecador apenas sigo o animal que em mim existe. códigos de moralidade em travessas de gramáticas e boas maneiras também existem mas teimo em desfolhar rápido como lança que atiro bem do cimo do monte. vivo na emoção em folha de momento, escrevo no click dos tic-tac´s que me atravessam mas sem silêncio, apenas grito, apenas verdade na tão só liberdade de sem regras me mover aqui na escrita.

Sábado, Junho 05, 2004

gravei-me um cd

possa até que ia começar com um humm qualquer mas virei dj quando peguei em algumas musicas e fiz um crossfade aqui e ali para dar mais movimento nas ancas e cabeça. gravei-te um cd, foi num cdr daqueles que o burn rasga entranhas com o arranque em fred bear apesar de não ser esse o meu nome nem essa a minha raça, ritmo de baixo em guitarra ao rubro com memórias ao vento. colei a raínha de copas em baralho viciado, já marcado por suecas em mesa de copos de vinho entornado, colunas que tremem na terceira faixa em stranglehold e mais um copo do maduro tinto com sabor a chaparro. capacetes ao alto quando salta para rapazes maus e continua no meu pedido para um shake my tree. yeeessss e esqueleto que não pára e rola num give me all your love seguido dum cry no acordar nas crianças da noite. guilty of love que se agita no que vem logo de seguida, spit it out que mistura pela noite dentro e pergunta would i lie to you. porra mais um gole em turn it up e acaba em baby please dont go, não vás não que apenas foi o alinhamento em quinze faixas, ouvimos de novo?

Sexta-feira, Junho 04, 2004

humm na secretária

caiu tudo ao primeiro empurrão, pisa papeis em moeda centenária de peso, secretária na medida certa quando nela te sentei. beijos perdidos em facturas já com iva, orçamentos achados na primeira reviravolta do encosto das almas. saia que virou cinto e string que se moveu com os meus lábios. coxas que me atenuaram a audição no chupão da virilha, foder como loucos em relógio que teimava em não parar. fodemos como loucos na tua secretária mesmo com os beijos que se teimava em trocar, nem eram cromos muito menos tazos em jogos do atirar, eram beijos entrelaçados em apalpões que trocavamos como um pictionary que já se sabia de cor e salteado. rapidinha em tesão com foda em paixão, secretária que não fala mas lembrança que teima em ficar. percorri os teu seios com leves toques de beijos já húmidos pela tua boca, sopros frios em apenas corrente de ar até afundar os meus lábios na tua boca. pernas que me cercaram a cinta e com força me empurraram em choque frontal de penetração forte e rápida na tua cona já húmida e quente. foder como loucos em manicómios que nos chamam, suor que escorre em investidas fortes e barulhentas do meu corpo em splash no teu. tabogan de prazer em deslize de cheiro por mais em ti entrar, secretária que não cede, não range e apenas gemidos mudos nos persegue no foder com tudo, em tudo.

Quinta-feira, Junho 03, 2004

humm de quatro

vendei os olhos com o click de te sentir pelo toque, dedos que veêm e mãos que sentem cada métrica do teu corpo. apalpadelas no espaço até que te toco, despimos a alma de tão nús já estarmos. toque que em toque galopa e beijos ao de leve levitam em asas de borboleta, breves murmúrios e lento como o planar dos anjos. velocidade que aumenta, toque que apalpa, agarra e cresce. todo eu mão e todo eu beijo em abraço que aperta, volumes que aumentam no calor do roço, tocar e agarrar com força. borboleta que em águia se transforma em espiral de prazer. dentes que mordem, mãos que apertam e agarram com força e quero-te de quatro, sim de gatas e puxar os teus ombros para mim, quero foder-te assim com toda a força. entro todo, todo em ti enquanto agora pelas ancas te seguro num vai e vem que aumenta a cada investida, mãos que não param e te percorrem o corpo, deslizam nos limites e te envolvem em azáfama tresloucada de investidas ao rubro em gemidos ao alto na mão que comanda o dedo que te roça o clitoris enquanto entro e saio sem parar nos suores da loucura.

Quarta-feira, Junho 02, 2004

humm na parede

humm que tesão em loucuras de beijos na boca mesmo com os meus braços enormes no teu corpo. tesão de corpos nus fundidos na mesma paixão enquanto me cavalgas com ardor e... tesão de pedaço de mim que em ti entra contigo sentada em cima de mim. tesão de movimentos sincronizados ao ritmo de sons ofegantes e pele que roça em cada instante, mãos que te apalpam as nádegas enquanto sigo o ritmo por ti imposto, beijos tresloucados nas tuas mamas envoltos em breves línguas nos teus mamilos. tesão de ritmos que cresce em crescendo de força que aumenta quando em ti pego e em pé me coloco com toda ela bem lá dentro enquanto te beijo o pescoço. tesão de encontro à parede quando a ela te encosto em ritmos que aumentam a cada instante, velocidade estonteante de tesão visionário em pé com as tuas pernas e braços bem agarradas a mim em suor constante. tesão até ao fim entre gritos e gemidos recheados de loucuras nos beijos, todo eu beijo, todo eu suo, todo eu abraço, todo eu tesão.

Terça-feira, Junho 01, 2004

como dormes (1)

já sei é de costas com os braços ao longo do corpo e cabeçinha de lado. quase que aposto e acerto no alvo com um cem de pontuação. porra és reservada, calada e confusões não é realmente contigo. vá lá um banho de multidão também faz bem, a linha azul em hora de ponta é uma boa ideia. mas exigente contigo mesmo e com os outros não te falta nem um pouco, relax, vá lá, respira fundo e grita alto, perde lá esse calado e deita fora o papel de reservado tens mesmo o restaurante vazio e assim ainda te azeda a sopa.

humm na cómoda

hummm e beijo-te logo na entrada e o hall fica pequeno para os nossos abraços, três por três até dá nove metros quadrados mas mediamos mais pelo espaço que os movimentos transbordavam. delimitei os teus lábios com a minha língua, despenteei os sentimentos entre os animais que nos transformamos. ardor ao lume de quentes que estavam os nossos sexos, apalpo-te no virar da primeira porta que me abres. hummm viro-te num ápice e beijo-te enquanto te transformo nua e me despes na mesma sintonia. butões que da casa saltam e fechos abertos por entre molas de luxúria. beijo-te o pescoço contigo encostada á cómoda de gavetas certas das almas já abertas. fotografias que caem quando te sento e retratos que disparo com a minha boca nas tuas coxas. virilha que mordisco em paisagem de moldura em pele fina, língua que te penetra e pelo teu peito percorre até encontrar os teus lábios. pernas que me abraçam quando os nossos sexos se tocam, beijos que se envolvem por cada pedaço de mim que em ti entra. enorme em ti pelo deslize lento e ritmado enquanto nas tuas ancas seguro, sem parar até ao inicio do fim num vai e vem constante contigo sentada na cómoda, hummm.